IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Uma jovem de 23 anos, hígida, procura a Emergência de devido a ""alergia"" na perna. Você avaliou e viu que apresentava petéquias em MMII, com o restante do exame físico normal. A paciente nega qualquer tipo de sangramento. Você solicitou um hemograma, e veio o seguinte resultado: Hb 12,8g/dL; leucócitos = 6.200/mm³ (diferencial normal); e plaquetas = 26.000/mm³ (com revisão microscópica). A conduta terapêutica correta mais adequada é:
PTI aguda com plaquetas <30.000/mm³ e sem sangramento grave → Corticoide oral é a conduta inicial.
Em uma jovem hígida com trombocitopenia grave (<30.000/mm³) e manifestações cutâneas (petéquias) sem sangramento ativo grave, a suspeita é de Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI). O tratamento inicial de escolha é com corticoides para aumentar a contagem plaquetária e prevenir sangramentos maiores.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção plaquetária insuficiente, resultando em trombocitopenia isolada. É uma causa comum de plaquetopenia em jovens hígidos, e seu reconhecimento é crucial para o manejo adequado na emergência. O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado na trombocitopenia isolada (geralmente <100.000/mm³) na ausência de outras causas. As manifestações clínicas variam de petéquias e equimoses a sangramentos mucosos mais graves. No caso apresentado, a paciente tem trombocitopenia grave (26.000/mm³) com petéquias, mas sem sangramento ativo grave. A conduta terapêutica inicial para PTI com plaquetas <30.000/mm³ ou sangramento clinicamente significativo é a corticoterapia (ex: prednisona), que visa suprimir a resposta imune. Transfusões de plaquetas são geralmente ineficazes e reservadas para sangramentos com risco de vida. Aspirado de medula óssea é indicado em casos atípicos ou refratários, e plasmaférese não é tratamento para PTI.
A PTI deve ser suspeitada em pacientes com trombocitopenia isolada, sem outras alterações no hemograma, e com manifestações hemorrágicas mucocutâneas, como petéquias, púrpura ou equimoses, na ausência de outras causas óbvias.
A conduta inicial mais adequada para PTI com plaquetas abaixo de 30.000/mm³ e sem sangramento ativo grave é iniciar corticoterapia, como prednisona oral, para suprimir a resposta autoimune e aumentar a contagem plaquetária.
A transfusão de plaquetas não é a primeira opção na PTI porque as plaquetas transfundidas seriam rapidamente destruídas pelos autoanticorpos. É reservada para situações de sangramento com risco de vida ou antes de procedimentos invasivos, em conjunto com outras terapias.
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