PTI Aguda: Diagnóstico e Manejo da Trombocitopenia

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015

Enunciado

Paciente feminina, 23 anos, hígida, procura a emergência devido à "alergia" na perna. Você avaliou e viu que apresentava petéquias em MMII, com o restante do exame fisíco normal. Paciente nega qualquer tipo de sangramento. Você solicitou um Hemograma e veio o seguinte resultado: Hb: 12, 8 g/dl. Leucócitos: 6200/mm3 (diferencial normal). Plaquetas: 26.000/mm3 (com revisão microscópica).  A conduta terapêutica CORRETA mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Transfundir plaquetas.
  2. B) Repetir contagem plaquetária no citrato.
  3. C) Realizar aspirado de medula óssea.
  4. D) Iniciar corticoide.
  5. E) Indicar plasmaférese.

Pérola Clínica

Plaquetopenia isolada grave (<30.000) com petéquias e sem sangramento ativo → iniciar corticoide para PTI.

Resumo-Chave

Diante de uma plaquetopenia grave isolada (<30.000/mm³) em paciente jovem e hígida, com petéquias e sem outros sangramentos, a principal hipótese é Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI). A conduta inicial mais adequada é a corticoterapia para aumentar rapidamente a contagem plaquetária.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI), anteriormente conhecida como Púrpura Trombocitopênica Idiopática, é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção plaquetária insuficiente, resultando em trombocitopenia isolada. É um diagnóstico de exclusão e comum em adultos jovens, manifestando-se com petéquias, equimoses ou sangramentos mucosos. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas da superfície plaquetária, levando à sua destruição no sistema reticuloendotelial, principalmente no baço. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com hemograma mostrando trombocitopenia isolada e revisão microscópica confirmando a ausência de agregados plaquetários ou outras alterações. O tratamento inicial para PTI com plaquetopenia grave (<30.000/mm³) ou sangramento clinicamente significativo é a corticoterapia (ex: prednisona ou dexametasona), que visa suprimir a resposta autoimune. Outras opções incluem imunoglobulina intravenosa (IVIG) para resposta rápida, e em casos refratários, esplenectomia ou agonistas do receptor de trombopoetina. A transfusão de plaquetas é geralmente reservada para sangramentos com risco de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI)?

O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado em trombocitopenia isolada (<100.000/mm³) na ausência de outras causas de plaquetopenia, com medula óssea normal (ou com aumento de megacariócitos).

Por que a transfusão de plaquetas não é a conduta inicial na PTI grave sem sangramento ativo?

Na PTI, as plaquetas transfundidas seriam rapidamente destruídas pelos autoanticorpos. A transfusão é reservada para sangramentos graves com risco de vida ou antes de procedimentos invasivos.

Qual o papel dos corticoides no tratamento da PTI?

Os corticoides são a primeira linha de tratamento na PTI, pois suprimem a resposta autoimune, diminuindo a destruição plaquetária e aumentando a produção na medula óssea.

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