SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015
Escolar de 9 anos, sexo feminino, apresenta múltiplas equimoses de início súbito + dor nos joelhos e apatia. Ao exame: corada, afebril, FC: 80 bpm, FR: 20 irpm, PA: 140 x 90 mmHg, ausculta cardiopulmonar fisiológica. Hemograma: Hb: 13,5 g/dl; leu: 7.600/mm³; plaq: 18.000/mm³. Esse quadro é compatível com:
Criança com equimoses súbitas + plaquetopenia isolada grave → Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) = corticoterapia.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é a causa mais comum de trombocitopenia isolada em crianças, caracterizada por destruição autoimune de plaquetas. O quadro clínico de equimoses e plaquetopenia grave, com hemoglobina e leucócitos normais, é altamente sugestivo. A corticoterapia é a primeira linha de tratamento.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas mediada por anticorpos, resultando em trombocitopenia. É a causa mais comum de plaquetopenia isolada em crianças, com pico de incidência entre 2 e 5 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade. O quadro clínico típico inclui equimoses, petéquias, sangramentos de mucosas (epistaxe, gengivorragia) e, menos frequentemente, hemorragias graves. O diagnóstico da PTI é de exclusão, baseado na história clínica, exame físico e hemograma completo. O hemograma revela trombocitopenia isolada, com as demais linhagens celulares (hemoglobina e leucócitos) geralmente normais. A presença de dor articular e apatia, como na paciente, pode ser inespecífica, mas a plaquetopenia grave com equimoses é o achado chave. A biópsia de medula óssea não é rotineiramente indicada, exceto em casos atípicos ou refratários. O tratamento da PTI em crianças depende da gravidade do sangramento e do nível de plaquetas. Em casos de sangramento significativo ou plaquetas muito baixas (<20.000-30.000/mm³), a corticoterapia (prednisona oral ou metilprednisolona IV) é a primeira linha de tratamento, visando reduzir a destruição plaquetária. Imunoglobulina intravenosa (IVIG) é outra opção para elevar rapidamente as plaquetas. A maioria dos casos em crianças é autolimitada, com recuperação espontânea em meses.
Na PTI, o hemograma geralmente revela trombocitopenia isolada e grave (plaquetas < 100.000/mm³, frequentemente < 20.000/mm³), com hemoglobina e contagem de leucócitos normais.
O tratamento de primeira linha para a PTI em crianças com sangramento significativo ou plaquetas muito baixas é a corticoterapia (prednisona ou metilprednisolona), que visa reduzir a destruição plaquetária autoimune.
A PTI é um diagnóstico de exclusão. A diferenciação de outras causas de plaquetopenia, como leucemias, aplasia de medula óssea ou infecções virais, é feita pela ausência de outras citopenias, esplenomegalia ou sinais de doença sistêmica grave, e pela resposta ao tratamento.
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