AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Pré escolar de 3 anos desenvolve após semanas de uma exposição viral início súbito de petéquias generalizadas e púrpura, epistaxe de pequeno volume. Restante do exame físico sem alterações. Hemograma com série vermelha e leucócitos normais, contagem de plaquetas de 10.000/ mm3. Sobre esta situação analise as afirmativas abaixo.I. – A presença de hemorragia grave é comum e deve ser tratada com transfusão de plaquetas.II. – O uso de um tratamento precoce com corticoides aumenta a chance de remissão completa da doença.III. – A análise da medula óssea mostra as séries granulocíticas e eritrocitárias normais e contagem de megacariócitos diminuída. Sobre esta situação selecione a opção correta.
PTI pediátrica = pós-viral + trombocitopenia isolada + medula óssea com megacariócitos normais/aumentados. Hemorragia grave rara, transfusão plaquetas evitada.
A PTI pediátrica é uma trombocitopenia autoimune, frequentemente pós-viral, com plaquetas <100.000/mm³. A medula óssea tem megacariócitos normais ou aumentados. Hemorragia grave é rara, e o tratamento com corticoides ou imunoglobulina é reservado para casos de sangramento significativo ou plaquetas muito baixas. Transfusão de plaquetas é geralmente contraindicada, exceto em sangramento com risco de vida.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é a causa mais comum de trombocitopenia isolada em crianças, frequentemente precedida por uma infecção viral (pós-viral) em 1 a 4 semanas. É uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas mediada por anticorpos e/ou pela produção inadequada de plaquetas. A incidência é de aproximadamente 1-4 casos por 100.000 crianças por ano, com pico de ocorrência entre 2 e 5 anos de idade. A importância clínica reside no risco de sangramento, embora a hemorragia grave seja rara. O diagnóstico da PTI é de exclusão, baseado na trombocitopenia isolada (plaquetas <100.000/mm³) em um hemograma com as demais séries normais, e na ausência de outras causas para a trombocitopenia. A análise da medula óssea não é rotineiramente necessária, mas se realizada, mostra um número normal ou aumentado de megacariócitos, indicando que a medula está tentando compensar a destruição periférica. Os sintomas incluem petéquias, púrpura, equimoses, epistaxe e sangramento gengival. O tratamento da PTI pediátrica é individualizado. Muitos casos são autolimitados e não requerem tratamento específico, apenas observação, especialmente se as plaquetas estiverem acima de 20.000-30.000/mm³ e não houver sangramento significativo. Para sangramentos clinicamente importantes ou plaquetas muito baixas (<10.000-20.000/mm³), as opções incluem corticosteroides (prednisona) ou imunoglobulina intravenosa (IVIG). A transfusão de plaquetas é geralmente ineficaz e reservada apenas para sangramentos com risco de vida, como hemorragia intracraniana, devido à rápida destruição das plaquetas transfundidas. O prognóstico é excelente, com remissão espontânea na maioria das crianças.
Na PTI pediátrica, o hemograma mostra trombocitopenia isolada (contagem de plaquetas <100.000/mm³), com as séries vermelha e branca geralmente normais. A análise da medula óssea, se realizada, revela número normal ou aumentado de megacariócitos.
O tratamento com corticoides ou imunoglobulina intravenosa (IVIG) é indicado para crianças com PTI que apresentam sangramento clinicamente significativo (púrpura extensa, epistaxe recorrente) ou contagens de plaquetas extremamente baixas (<10.000-20.000/mm³) com risco de sangramento grave.
A transfusão de plaquetas é geralmente evitada na PTI pediátrica porque as plaquetas transfundidas são rapidamente destruídas pelos autoanticorpos, tornando-a ineficaz. É reservada apenas para situações de sangramento com risco de vida, como hemorragia intracraniana.
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