HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
A causa mais comum de trombocitopenia na infância é
Causa mais comum de trombocitopenia na infância = Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI).
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é a causa mais comum de trombocitopenia adquirida na infância, caracterizada pela destruição autoimune de plaquetas. Geralmente é benigna e autolimitada, muitas vezes precedida por uma infecção viral.
A trombocitopenia, definida como uma contagem de plaquetas abaixo de 150.000/µL, é um achado laboratorial comum na infância. Dentre suas diversas causas, a Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI), também conhecida como Púrpura Trombocitopênica Idiopática, é a etiologia mais frequente de trombocitopenia adquirida em crianças. A PTI é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas mediada por anticorpos, geralmente após uma infecção viral recente. A fisiopatologia da PTI envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas da superfície plaquetária, levando à sua destruição pelo sistema reticuloendotelial, principalmente no baço. O diagnóstico é de exclusão, baseando-se na trombocitopenia isolada e na ausência de outras causas identificáveis de plaquetopenia. O mielograma não é rotineiramente necessário, sendo reservado para casos atípicos ou refratários ao tratamento. Os sintomas variam de manifestações cutâneas leves (petéquias, equimoses) a sangramentos mucosos e, raramente, hemorragias graves. O tratamento da PTI em crianças é individualizado, considerando a contagem de plaquetas e a presença de sangramento. Muitos casos são autolimitados e não requerem intervenção, apenas observação. Para sangramentos significativos ou plaquetas muito baixas, as opções incluem imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das crianças apresentando remissão espontânea em até 12 meses.
Os sintomas mais comuns são manifestações hemorrágicas cutâneas, como petéquias e equimoses, que surgem espontaneamente ou após pequenos traumas. Sangramentos de mucosas, como epistaxe e gengivorragia, também são frequentes.
O diagnóstico da PTI é de exclusão, baseado na presença de trombocitopenia isolada (plaquetas < 100.000/µL) em um paciente com exame físico normal, sem outras causas aparentes de plaquetopenia. O mielograma é indicado apenas em casos atípicos ou refratários.
A conduta depende do nível de plaquetas e da presença de sangramento. Em casos assintomáticos ou com sangramento leve e plaquetas > 20.000-30.000/µL, a observação é a conduta inicial. Para sangramentos graves ou plaquetas muito baixas, pode-se usar imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo