PTI Aguda: Diagnóstico e Tratamento Inicial da Trombocitopenia

HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 29 anos apresenta-se com petéquias e sangramento gengival. O hemograma revela plaquetas de 20,000/µL. O esfregaço de sangue periférico não mostra anormalidades nos leucócitos ou eritrócitos. Qual é a conduta inicial mais adequada?

Alternativas

  1. A) Transfusão de plaquetas e início de corticosteroides.
  2. B) Realização de biópsia de medula óssea imediatamente.
  3. C) Administração de imunoglobulina intravenosa.
  4. D) Observação clínica sem intervenção imediata.

Pérola Clínica

Plaquetopenia isolada grave (<30.000/µL) com sangramento → Suspeitar de PTI e iniciar imunoglobulina IV ou corticosteroide.

Resumo-Chave

Em um paciente jovem com trombocitopenia isolada grave e sangramento ativo, a principal suspeita é Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI). A conduta inicial visa elevar rapidamente as plaquetas para controlar o sangramento, sendo a imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides as opções de primeira linha.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção inadequada de plaquetas, resultando em trombocitopenia isolada. É uma das causas mais comuns de plaquetopenia em adultos jovens, manifestando-se com sangramentos mucocutâneos como petéquias, equimoses, epistaxe e sangramento gengival. A gravidade dos sintomas está diretamente relacionada ao nível de plaquetas. A fisiopatologia da PTI envolve a produção de autoanticorpos (geralmente IgG) contra glicoproteínas da superfície plaquetária, levando à fagocitose e destruição das plaquetas por macrófagos no baço e, em menor grau, no fígado. O diagnóstico é de exclusão, após afastar outras causas de trombocitopenia. O esfregaço de sangue periférico é crucial para descartar outras citopenias ou anormalidades morfológicas. O tratamento inicial da PTI com sangramento ativo ou plaquetas <30.000/µL visa elevar rapidamente a contagem de plaquetas e controlar o sangramento. As opções de primeira linha incluem corticosteroides (ex: prednisona) e imunoglobulina intravenosa (IVIG). A IVIG tem um início de ação mais rápido e é preferida em situações de sangramento grave ou emergência. A transfusão de plaquetas é geralmente ineficaz na PTI, a menos que seja acompanhada de terapia imunossupressora e reservada para sangramentos com risco de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI)?

O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado em trombocitopenia isolada (<100.000/µL) na ausência de outras causas de plaquetopenia, com esfregaço de sangue periférico normal (exceto pela plaquetopenia) e ausência de anemia ou leucopenia inexplicadas.

Qual a principal indicação para o uso de imunoglobulina intravenosa (IVIG) na PTI?

A IVIG é indicada para pacientes com PTI grave e sangramento ativo, ou quando é necessária uma elevação rápida das plaquetas, como antes de cirurgias de emergência, pois seu efeito é mais rápido que o dos corticosteroides.

Quando a biópsia de medula óssea é necessária no diagnóstico de trombocitopenia?

A biópsia de medula óssea não é rotineiramente necessária para o diagnóstico de PTI em adultos jovens, mas é indicada em pacientes com idade >60 anos, trombocitopenia refratária, ou quando há outras citopenias ou anormalidades no esfregaço periférico que sugiram outra doença hematológica.

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