PTI em Adultos: Diagnóstico e Tratamento de Primeira Linha

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 32 anos de idade, previamente saudável, compareceu ao hospital com petéquias, equimoses espontâneas e história de sangramentos nasais frequentes nos últimos dias. Exames laboratoriais revelaram uma contagem de plaquetas de 5.000/mm³, com hemoglobina e leucócitos normais. Excluídas outras causas de trombocitopenia, foi levantada a hipótese de púrpura trombocitopênica idiopática (PTI). Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta, em relação ao diagnóstico e ao manejo.

Alternativas

  1. A) A presença de anticorpos antiplaquetários em testes laboratoriais é obrigatória para a confirmação diagnóstica de PTI.
  2. B) Em pacientes adultos com PTI e contagem de plaquetas abaixo de 30.000/mm³, a primeira linha de tratamento indicada são imunoglobulinas intravenosas (IVIG).
  3. C) A esplenectomia é considerada um tratamento de primeira linha para PTI, e é indicada imediatamente em pacientes com contagem de plaquetas abaixo de 20.000/mm³.
  4. D) A PTI, em regra, resolve‑se espontaneamente na maioria dos adultos, sendo o manejo conservador o preferido em todos os casos, independentemente da contagem de plaquetas.
  5. E) A introdução de corticosteroides é recomendada como primeira linha para PTI em adultos, especialmente naqueles que apresentarem sintomas hemorrágicos significativos e contagem de plaquetas abaixo de 20.000/mm³.

Pérola Clínica

PTI adulto com sangramento/plaquetas <20-30k → Corticosteroides 1ª linha.

Resumo-Chave

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é um diagnóstico de exclusão. Em adultos, a primeira linha de tratamento para pacientes sintomáticos ou com plaquetas muito baixas (<20-30.000/mm³) são os corticosteroides, visando reduzir a destruição plaquetária e a produção de anticorpos.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção plaquetária insuficiente, resultando em trombocitopenia isolada. É um diagnóstico de exclusão, o que significa que outras causas de trombocitopenia devem ser descartadas antes de confirmar a PTI. A condição pode se manifestar com petéquias, equimoses, epistaxe e outros sangramentos mucocutâneos, sendo a hemorragia intracraniana a complicação mais grave. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas da superfície plaquetária, levando à sua destruição por macrófagos no baço e, em menor grau, no fígado. O tratamento é indicado para pacientes com sangramento clinicamente significativo ou com contagens de plaquetas muito baixas (geralmente abaixo de 20.000-30.000/mm³). A primeira linha de tratamento para PTI em adultos são os corticosteroides (como prednisona ou dexametasona), que atuam suprimindo a resposta imune e reduzindo a destruição plaquetária. Imunoglobulina intravenosa (IVIG) é outra opção de primeira linha, especialmente em casos de sangramento grave ou quando uma resposta rápida é necessária. A esplenectomia e os agonistas do receptor de trombopoetina são considerados tratamentos de segunda linha para pacientes refratários ou que não toleram a terapia inicial.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) em adultos?

O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado na presença de trombocitopenia isolada (plaquetas <100.000/mm³) na ausência de outras causas conhecidas de trombocitopenia, como doenças sistêmicas, medicamentos ou infecções.

Quando o tratamento é indicado para PTI em adultos?

O tratamento é geralmente indicado para adultos com PTI que apresentam sangramento clinicamente significativo, ou quando a contagem de plaquetas é muito baixa (tipicamente <20.000-30.000/mm³), mesmo na ausência de sangramento ativo, devido ao risco de hemorragias graves.

Quais são as opções de tratamento de segunda linha para PTI?

As opções de tratamento de segunda linha para PTI incluem esplenectomia, agonistas do receptor de trombopoetina (TPO-RAs) como romiplostim e eltrombopague, rituximabe e outros imunossupressores, utilizados quando a primeira linha falha ou é contraindicada.

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