UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Sobre púrpura trombocitopênica imune, é correto afirmar:
PTI = trombocitopenia isolada sem outras manifestações sistêmicas.
A Púrpura Trombocitopênica Imune é uma condição caracterizada pela destruição autoimune de plaquetas, resultando em trombocitopenia isolada. É fundamental descartar outras causas de plaquetopenia e manifestações sistêmicas para confirmar o diagnóstico de PTI.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção inadequada de megacariócitos, resultando em trombocitopenia. É uma das causas mais comuns de plaquetopenia isolada, afetando tanto crianças quanto adultos. A importância clínica reside no risco de sangramentos, que podem variar de petéquias e equimoses a hemorragias graves. O diagnóstico da PTI é de exclusão. A característica fundamental é a trombocitopenia isolada, sem outras alterações no hemograma ou evidências de doenças sistêmicas que possam justificar a baixa contagem de plaquetas. É crucial descartar outras causas de trombocitopenia, como infecções virais (HIV, hepatites), doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico), síndromes mielodisplásicas e efeitos de medicamentos. A ausência de febre, linfadenopatia ou esplenomegalia significativa auxilia no diagnóstico diferencial. O tratamento da PTI visa aumentar a contagem de plaquetas para prevenir sangramentos clinicamente importantes. A corticoterapia é a primeira linha para pacientes com sangramento ativo ou plaquetas muito baixas. Outras opções incluem imunoglobulina intravenosa (IVIG) e, em casos refratários, esplenectomia ou agentes trombopoéticos. A transfusão de plaquetas é reservada para emergências com sangramento grave, pois as plaquetas transfundidas também são rapidamente destruídas.
A principal característica laboratorial da PTI é a trombocitopenia isolada, ou seja, a redução da contagem de plaquetas sem outras alterações significativas nas demais linhagens celulares do hemograma ou manifestações sistêmicas.
A corticoterapia é a primeira linha de tratamento para pacientes com PTI que apresentam sangramento clinicamente significativo ou contagens de plaquetas muito baixas (geralmente < 30.000/µL), visando reduzir a destruição plaquetária.
A transfusão de plaquetas na PTI é geralmente uma medida paliativa e de curta duração, indicada apenas em casos de sangramento grave e com risco de vida, pois as plaquetas transfundidas também são rapidamente destruídas pelo sistema imune.
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