PTI Pediátrica: Manejo e Conduta em Crianças

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025

Enunciado

João, 5 anos de idade, referindo coriza, mialgia e petéquias em membros inferiores com piora há 24h. ausência de linfadenopatias, visceromegalias ou febre. Hemograma com 10.000 plaquetas, sem outras alterações. Família bem orientada e boa rede de apoio. A melhor conduta a ser tomada, neste caso, é:

Alternativas

  1. A) internação e início de corticoterapia.
  2. B) internação e início de imunoglobulina.
  3. C) seguimento ambulatorial e reavaliação com hematologista em 24-48 h.
  4. D) seguimento ambulatorial e início imediato de corticoterapia.
  5. E) seguimento ambulatorial após dose imediata de imunoglobulina.

Pérola Clínica

PTI pediátrica sem sangramento grave e plaquetas >10.000 → observação ambulatorial.

Resumo-Chave

Em crianças com PTI, a conduta expectante com seguimento ambulatorial é a preferida para casos com plaquetas >10.000-20.000/mm³ e ausência de sangramento grave, como hemorragia intracraniana, devido à alta taxa de remissão espontânea e aos potenciais efeitos adversos da terapia.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção inadequada, resultando em trombocitopenia isolada. Em crianças, a PTI aguda é frequentemente precedida por infecções virais e tem um curso geralmente benigno, com alta taxa de remissão espontânea. O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado na trombocitopenia isolada em um hemograma completo, com ausência de outras causas para a plaquetopenia. A presença de petéquias e equimoses é comum. A conduta em crianças com PTI depende principalmente da presença e gravidade do sangramento, e não apenas do número de plaquetas. Crianças com plaquetas >10.000-20.000/mm³ e sem sangramento clinicamente significativo podem ser observadas ambulatorialmente. O tratamento com corticoide ou imunoglobulina é reservado para casos com sangramento grave ou risco iminente. É crucial orientar a família sobre os sinais de alarme e evitar atividades de risco. O prognóstico da PTI aguda na infância é favorável, com a maioria dos pacientes apresentando recuperação completa.

Perguntas Frequentes

Quando a PTI pediátrica requer tratamento imediato?

O tratamento imediato é indicado em casos de sangramento grave (ex: hemorragia intracraniana, sangramento gastrointestinal significativo) ou quando as plaquetas estão muito baixas (<10.000/mm³) com risco iminente de sangramento grave.

Quais são as opções de tratamento para PTI em crianças?

As opções incluem corticoterapia (prednisona), imunoglobulina intravenosa (IVIG) e, em casos refratários, esplenectomia ou agonistas do receptor de trombopoetina.

Qual o prognóstico da PTI aguda na infância?

A maioria dos casos de PTI aguda na infância (cerca de 80%) tem remissão espontânea em até 6 meses, especialmente em crianças mais jovens, sem necessidade de tratamento específico.

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