UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
João, 5 anos de idade, referindo coriza, mialgia e petéquias em membros inferiores com piora há 24h. ausência de linfadenopatias, visceromegalias ou febre. Hemograma com 10.000 plaquetas, sem outras alterações. Família bem orientada e boa rede de apoio. A melhor conduta a ser tomada, neste caso, é:
PTI pediátrica sem sangramento grave e plaquetas >10.000 → observação ambulatorial.
Em crianças com PTI, a conduta expectante com seguimento ambulatorial é a preferida para casos com plaquetas >10.000-20.000/mm³ e ausência de sangramento grave, como hemorragia intracraniana, devido à alta taxa de remissão espontânea e aos potenciais efeitos adversos da terapia.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção inadequada, resultando em trombocitopenia isolada. Em crianças, a PTI aguda é frequentemente precedida por infecções virais e tem um curso geralmente benigno, com alta taxa de remissão espontânea. O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado na trombocitopenia isolada em um hemograma completo, com ausência de outras causas para a plaquetopenia. A presença de petéquias e equimoses é comum. A conduta em crianças com PTI depende principalmente da presença e gravidade do sangramento, e não apenas do número de plaquetas. Crianças com plaquetas >10.000-20.000/mm³ e sem sangramento clinicamente significativo podem ser observadas ambulatorialmente. O tratamento com corticoide ou imunoglobulina é reservado para casos com sangramento grave ou risco iminente. É crucial orientar a família sobre os sinais de alarme e evitar atividades de risco. O prognóstico da PTI aguda na infância é favorável, com a maioria dos pacientes apresentando recuperação completa.
O tratamento imediato é indicado em casos de sangramento grave (ex: hemorragia intracraniana, sangramento gastrointestinal significativo) ou quando as plaquetas estão muito baixas (<10.000/mm³) com risco iminente de sangramento grave.
As opções incluem corticoterapia (prednisona), imunoglobulina intravenosa (IVIG) e, em casos refratários, esplenectomia ou agonistas do receptor de trombopoetina.
A maioria dos casos de PTI aguda na infância (cerca de 80%) tem remissão espontânea em até 6 meses, especialmente em crianças mais jovens, sem necessidade de tratamento específico.
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