IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022
Quando uma paciente com púrpura trombocitopênica imune primária ou púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) engravida, deverá ser esclarecida sobre alguns aspectos da sua doença. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
PTI na gestação: anticorpos IgG cruzam placenta → trombocitopenia fetal, petéquias, hemorragia intraventricular.
A PTI é uma condição autoimune onde anticorpos antiplaquetários, predominantemente da classe IgG, podem atravessar a barreira placentária. Isso expõe o feto ao risco de trombocitopenia, que pode se manifestar como petéquias neonatais e, em casos graves, hemorragia intraventricular.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição de plaquetas mediada por anticorpos, resultando em trombocitopenia e risco de sangramento. Quando uma gestante é afetada, a condição exige atenção especial devido ao potencial de transmissão vertical. A prevalência de PTI na gravidez é de aproximadamente 1 em 1.000 a 1 em 10.000 gestações, sendo a causa mais comum de trombocitopenia materna grave na gestação. A fisiopatologia da PTI gestacional envolve a produção de anticorpos antiplaquetários, principalmente da classe IgG, que são capazes de atravessar a placenta. Essa passagem pode levar à trombocitopenia fetal autoimune, resultando em manifestações neonatais como petéquias, equimoses e, mais gravemente, hemorragia intracraniana. O diagnóstico baseia-se na exclusão de outras causas de trombocitopenia e na história clínica da paciente. A suspeita deve ser alta em gestantes com plaquetopenia sem causa aparente. O manejo da PTI na gravidez visa manter a contagem de plaquetas materna em níveis seguros para prevenir sangramentos e minimizar o risco fetal. As opções de tratamento incluem corticosteroides (prednisona), imunoglobulina intravenosa (IVIG) e, em casos refratários, esplenectomia (preferencialmente no segundo trimestre). A decisão sobre o tipo de parto e a necessidade de transfusão de plaquetas neonatal dependem da contagem plaquetária fetal e da presença de sangramento. É crucial o acompanhamento multidisciplinar para otimizar os desfechos materno-fetais.
Os principais riscos são trombocitopenia fetal autoimune, petéquias neonatais e, em casos mais graves, hemorragia intraventricular, devido à passagem de anticorpos IgG maternos pela placenta.
Os anticorpos antiplaquetários da classe IgG são os únicos capazes de cruzar a barreira placentária, transferindo a doença da mãe para o feto e causando trombocitopenia fetal.
O tratamento pode incluir corticosteroides, imunoglobulina intravenosa (IVIG) e, em casos refratários, esplenectomia (geralmente no segundo trimestre). Transfusões de plaquetas são reservadas para sangramentos ativos ou antes de procedimentos invasivos.
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