HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Escolar do sexo feminino, 8 anos, é admitida na emergência com cefaleia intensa, vômitos e desorientação. Ela apresenta petéquias no tronco e nos membros, além de sangramento gengival. A mãe relata que a criança teve uma infecção viral há 2 semanas. O hemograma mostra plaquetas de 10.000/mm³, sem outras alterações. A tomografia computadorizada de crânio revela um pequeno hematoma subdural. Baseado na provável hipótese diagnóstica, a conduta apropriada para essa criança é:
PTI grave com sangramento intracraniano → transfusão plaquetária + corticoide + imunoglobulina humana (IVIG) é conduta emergencial.
Uma criança com trombocitopenia grave (plaquetas < 10.000/mm³), sangramento ativo (petéquias, sangramento gengival) e, crucialmente, sangramento intracraniano (hematoma subdural), apresenta uma emergência médica. A hipótese diagnóstica mais provável é PTI grave. Nesses casos, a conduta imediata visa aumentar rapidamente a contagem de plaquetas e controlar o sangramento, combinando transfusão plaquetária, corticosteroides em altas doses e imunoglobulina humana intravenosa (IVIG).
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas mediada por anticorpos, resultando em trombocitopenia e risco de sangramento. Em crianças, a PTI é frequentemente aguda e autolimitada, muitas vezes precedida por uma infecção viral. No entanto, casos graves com sangramento em órgãos vitais, como o sistema nervoso central, representam uma emergência médica com alta morbidade e mortalidade. O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado na trombocitopenia isolada na ausência de outras causas. A presença de sangramento intracraniano, como um hematoma subdural, em um paciente com plaquetas extremamente baixas, é a complicação mais temida e exige intervenção imediata. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas da superfície plaquetária, levando à sua destruição no baço. O tratamento de emergência para PTI grave com sangramento intracraniano é multimodal. Inclui transfusão de plaquetas para fornecer um 'tampão' temporário e estancar a hemorragia, corticosteroides em altas doses para suprimir a resposta imune e imunoglobulina humana intravenosa (IVIG) para bloquear os receptores Fc nos macrófagos esplênicos, reduzindo a destruição plaquetária. A esplenectomia é uma opção para PTI crônica refratária, mas não é a conduta inicial em uma emergência aguda com sangramento intracraniano.
Sinais de alerta incluem contagem de plaquetas muito baixa (< 10.000-20.000/mm³), sangramento mucocutâneo extenso (petéquias, equimoses, epistaxe, gengivorragia) e, mais grave, sangramento em órgãos vitais como o sistema nervoso central.
A transfusão plaquetária oferece um aumento temporário de plaquetas para estancar o sangramento agudo. Corticosteroides e imunoglobulina humana agem modulando a resposta imune, reduzindo a destruição plaquetária e aumentando a contagem de plaquetas a longo prazo.
As causas mais comuns incluem PTI (primária ou secundária a infecções virais), leucemias, anemia aplásica, síndromes mielodisplásicas, infecções virais (ex: dengue, mononucleose), e outras doenças autoimunes ou genéticas.
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