Púrpura Trombocitopênica Imune: Diagnóstico em Crianças

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Uma criança de 7 anos, previamente hígida, chega ao pronto-socorro com queixa de epistaxe e manchas arroxeadas na pele. Mãe nega febre, prostração ou outras queixas. Ao examiná-la, o médico observa petéquias dispersas pelo corpo. O hemograma revela Hb: 12 / Ht: 38 / GB: 9000 (Neutrófilos 55% / Linfócitos 40% / Monócitos 3% / Eosinófilos 2%) / Plaquetas: 25000. Diante da situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável para essa criança.

Alternativas

  1. A) Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI).
  2. B) Leucemia linfoblástica aguda.
  3. C) Anemia aplásica.
  4. D) Doença de von Willebrand.
  5. E) Dengue.

Pérola Clínica

PTI infantil → trombocitopenia isolada + sangramento mucocutâneo + ausência de outras causas.

Resumo-Chave

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é um diagnóstico de exclusão em crianças com trombocitopenia isolada e sangramento. O hemograma típico mostra plaquetas muito baixas com as demais séries normais, como visto no caso, sem sinais de infecção grave ou malignidade.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma condição autoimune caracterizada pela destruição de plaquetas mediada por anticorpos, resultando em trombocitopenia. É a causa mais comum de plaquetopenia isolada em crianças, com pico de incidência entre 2 e 5 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade pediátrica. A apresentação clínica típica envolve sangramentos mucocutâneos, como petéquias, equimoses e epistaxe, em uma criança previamente saudável e sem outros sintomas sistêmicos. O diagnóstico da PTI é de exclusão, baseado na história clínica, exame físico e hemograma completo. O hemograma revela trombocitopenia isolada (plaquetas < 100.000/mm³), com hemoglobina e leucócitos dentro dos limites da normalidade. É crucial afastar outras causas de plaquetopenia, como infecções virais (ex: dengue, HIV), doenças da medula óssea (leucemias, anemia aplásica) ou doenças autoimunes sistêmicas. A ausência de febre, prostração ou outras citopenias no hemograma fortalece o diagnóstico de PTI. O tratamento da PTI em crianças é individualizado e depende da gravidade do sangramento e do número de plaquetas. Muitos casos são autolimitados e não requerem tratamento específico, apenas observação. Em casos de sangramento grave ou plaquetas muito baixas, opções incluem imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides. O prognóstico é geralmente excelente, com a maioria das crianças apresentando remissão espontânea.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da Púrpura Trombocitopênica Imune em crianças?

Os sinais mais comuns são sangramentos mucocutâneos, como petéquias, equimoses, epistaxe e sangramento gengival, geralmente em uma criança previamente hígida e sem outros sintomas sistêmicos.

Qual o achado laboratorial mais importante para o diagnóstico de PTI?

O achado laboratorial crucial é a trombocitopenia isolada (plaquetas < 100.000/mm³), com as demais séries do hemograma (hemoglobina e leucócitos) dentro dos limites da normalidade.

Como diferenciar PTI de outras causas de plaquetopenia em crianças?

A PTI é um diagnóstico de exclusão. É fundamental afastar outras causas como leucemias, anemias aplásicas, infecções virais graves (ex: dengue), ou doenças autoimunes sistêmicas, que geralmente apresentam outras alterações no hemograma ou sintomas sistêmicos.

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