Púrpura Trombocitopênica Imune Pediátrica: Diagnóstico

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Uma criança de 5 anos é atendida no ambulatório por gengivorragia após escovação de dentes, episódios que se repetiam há 3 dias. Havia apresentado tosse, coriza hialina, diarreia e febrícula na semana passada. Ao exame físico, a criança está em bom estado geral, observando-se a presença de petéquias em pescoço e pálpebras e hematomas em ambos os membros inferiores. Seus principais exames complementares mostram ecografia abdominal normal, hemoglobina de 11g/dl, leucócitos de 8.300/mm3 sem formas jovens e plaquetas de 21.000/mm³. A Hipótese diagnóstica mais provável é:

Alternativas

  1. A) Síndrome hematofagocítica.
  2. B) Leucemia linfocítica aguda.
  3. C) Leucemia mielocitica aguda.
  4. D) Púrpura de Henoch-Schönlein.
  5. E) Púrpura trombocitopênica imune.

Pérola Clínica

Criança com sangramento mucocutâneo (petéquias, equimoses, gengivorragia) + trombocitopenia isolada pós-infecção viral → Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI).

Resumo-Chave

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) em crianças é frequentemente precedida por uma infecção viral e se manifesta com sangramentos mucocutâneos devido à destruição autoimune de plaquetas. O diagnóstico é de exclusão, com hemograma mostrando trombocitopenia isolada.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é a causa mais comum de trombocitopenia isolada em crianças, caracterizada pela destruição autoimune de plaquetas. Geralmente ocorre após uma infecção viral (respiratória ou gastrointestinal), que desencadeia a produção de autoanticorpos contra as plaquetas. Clinicamente, manifesta-se por sangramentos mucocutâneos, como petéquias, equimoses, gengivorragia e epistaxe. O hemograma revela trombocitopenia isolada, com contagem de plaquetas geralmente abaixo de 100.000/mm³, enquanto as outras linhagens celulares (hemoglobina e leucócitos) são normais. O diagnóstico é de exclusão, após afastar outras causas de trombocitopenia. O tratamento da PTI em crianças depende da gravidade do sangramento e da contagem plaquetária. Muitos casos são autolimitados e não requerem intervenção, apenas observação. Em casos de sangramento significativo ou plaquetas muito baixas, podem ser utilizados corticosteroides, imunoglobulina endovenosa (IVIG) ou anti-Rh(D). O prognóstico é geralmente excelente, com a maioria das crianças se recuperando espontaneamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da Púrpura Trombocitopênica Imune em crianças?

Os sinais e sintomas mais comuns incluem sangramentos mucocutâneos, como petéquias (pequenas manchas vermelhas), equimoses (hematomas), gengivorragia (sangramento na gengiva) e epistaxe (sangramento nasal), geralmente após uma infecção viral.

Como é feito o diagnóstico de Púrpura Trombocitopênica Imune?

O diagnóstico de PTI é de exclusão. Baseia-se na história clínica de sangramentos e na trombocitopenia isolada no hemograma, com as demais linhagens celulares (hemoglobina e leucócitos) normais, após afastar outras causas de plaquetopenia.

Qual a relação entre infecções virais e o desenvolvimento de PTI?

Em crianças, a PTI é frequentemente desencadeada por uma infecção viral recente. Acredita-se que a infecção estimule uma resposta imune que leva à produção de autoanticorpos contra as plaquetas, resultando em sua destruição acelerada.

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