PTI Aguda na Infância: Características e Prognóstico

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015

Enunciado

A PTI aguda na infância caracteriza-se por apresentar:

Alternativas

  1. A)  plaquetopenia severa acompanhada de quadro hemorrágico grave que evolui geralmente a óbito;
  2. B) plaquetopenia severa com ausência de megacariócitos na medula óssea;
  3. C)  plaquetas normais em quantidade, mas funcionalmente deficientes;
  4. D) plaquetopenia aguda, de início abrupto, que geralmente evolui para cura espontânea;
  5. E) plaquetopenia com disfunção plaquetária.

Pérola Clínica

PTI aguda infantil: Plaquetopenia abrupta, geralmente pós-viral, com megacariócitos normais na MO e alta taxa de cura espontânea.

Resumo-Chave

A PTI aguda na infância é uma condição autoimune caracterizada por destruição plaquetária, geralmente precedida por infecção viral. Embora a plaquetopenia possa ser severa, o quadro hemorrágico costuma ser leve e a doença tem um curso benigno, com resolução espontânea na maioria dos casos em semanas a meses.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma desordem autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas mediada por anticorpos e pela produção inadequada de plaquetas pela medula óssea. Na infância, a PTI aguda é a forma mais comum, frequentemente precedida por uma infecção viral (respiratória ou gastrointestinal) 1 a 4 semanas antes do início dos sintomas. É uma das causas mais comuns de plaquetopenia em crianças saudáveis. A PTI aguda na infância manifesta-se por plaquetopenia severa (geralmente < 20.000/µL), de início abrupto, com aparecimento de petéquias, equimoses e, ocasionalmente, sangramentos mucosos (epistaxe, gengivorragia). Apesar da baixa contagem plaquetária, o quadro hemorrágico grave é raro. A medula óssea geralmente apresenta número normal ou aumentado de megacariócitos, indicando que o problema é a destruição periférica e não a produção. O curso da PTI aguda infantil é tipicamente benigno e autolimitado, com cura espontânea ocorrendo em 80% dos casos em até 6 meses. O tratamento é indicado principalmente para sangramentos clinicamente significativos ou plaquetopenia muito severa, visando reduzir o risco de hemorragia intracraniana, embora esta seja rara. As opções terapêuticas incluem imunoglobulina intravenosa (IVIG) e corticosteroides. O prognóstico é excelente na maioria das crianças, e a observação é uma conduta comum para casos leves.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sinais e sintomas da PTI aguda em crianças?

Os principais sinais são petéquias, equimoses, púrpura e sangramentos mucosos (epistaxe, gengivorragia), geralmente de início abrupto após uma infecção viral.

Qual o tratamento inicial para a PTI aguda na infância?

O tratamento inicial depende da gravidade do sangramento e da contagem plaquetária. Muitos casos leves são apenas observados. Em casos de sangramento significativo, pode-se usar imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides.

Como diferenciar a PTI aguda da PTI crônica na infância?

A PTI aguda geralmente se resolve em menos de 6-12 meses, frequentemente após uma infecção. A PTI crônica persiste por mais de 12 meses e pode exigir tratamento contínuo ou mais agressivo.

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