UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher, 51a, procedente de São Luís (MA), procura Unidade Básica de Saúde após mudança para região de Campinas para retomar seguimento ambulatorial devido a plaquetopenia, diagnosticada há 6 meses em hemograma de rotina. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana há 5 anos. Exame físico: abdome: baço percutível, mas não palpável; pele: raras petéquias em membros inferiores. Hemoglobina= 13,8 g/dL, volume corpuscular médio= 91fL, leucócitos =8,6*10⁹/L (segmentados= 69%, linfócitos 22%, monócitos 6%, eosinófilos 3%), plaquetas= 30*10⁹/L. O DIAGNÓSTICO É:
Plaquetopenia isolada, sem outras citopenias ou esplenomegalia, sugere PTI.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é um diagnóstico de exclusão, caracterizado por plaquetopenia isolada na ausência de outras causas. O caso clínico apresenta uma paciente com plaquetopenia crônica, sem outras alterações hematológicas significativas ou esplenomegalia, o que é altamente sugestivo de PTI.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é um distúrbio autoimune caracterizado pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção inadequada de plaquetas pela medula óssea, resultando em plaquetopenia isolada. É uma das causas mais comuns de trombocitopenia em adultos, com incidência estimada de 2-5 casos por 100.000 pessoas/ano. A PTI pode ser aguda ou crônica, e seu reconhecimento é crucial para evitar complicações hemorrágicas. A fisiopatologia da PTI envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas da superfície plaquetária, levando à fagocitose e destruição das plaquetas por macrófagos no baço e, em menor grau, no fígado. O diagnóstico é de exclusão, exigindo uma história clínica detalhada, exame físico e hemograma completo que revele plaquetopenia isolada sem outras citopenias ou anormalidades morfológicas. A ausência de esplenomegalia significativa é um ponto importante, como no caso da paciente. O tratamento da PTI visa aumentar a contagem de plaquetas para um nível seguro e prevenir sangramentos clinicamente significativos. A primeira linha de tratamento geralmente inclui corticosteroides ou imunoglobulina intravenosa (IVIG). Em casos refratários, outras opções como esplenectomia, agonistas do receptor de trombopoetina (TPO-RA) ou outros imunossupressores podem ser consideradas. O residente deve estar apto a identificar a PTI e iniciar o manejo adequado.
Os principais sinais e sintomas da PTI estão relacionados à baixa contagem de plaquetas, incluindo petéquias, equimoses, sangramentos mucosos (epistaxe, gengivorragia) e, em casos graves, hemorragias internas.
O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado na presença de plaquetopenia isolada (contagem de plaquetas < 100.000/µL) e ausência de outras causas para a trombocitopenia, após avaliação clínica e laboratorial completa.
Os diagnósticos diferenciais da plaquetopenia isolada incluem PTI, trombocitopenia induzida por drogas (como heparina), infecções virais (HIV, HCV), doenças autoimunes (LES), síndromes mielodisplásicas e pseudotrombocitopenia.
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