PTI Pediátrica: Diagnóstico e Manejo do Sangramento

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Menina, 2a, é trazida à Unidade de Emergência por apresentar episódios de epistaxe, sangramento gengival e equimoses por todo o corpo há três dias. Mãe refere que manteve bom estado geral e nega outros sintomas. Antecedentes pessoais: quadro febril e prostração há um mês, com duração de dois dias, quando foi coletado hemograma. Nega uso de medicamentos. Exame físico: bom estado geral, corada, linfonodos não palpáveis; Abdome=indolor, fígado e baço não palpáveis, sem massas; pele=lesões purpúricas em tronco e membros. Exames laboratoriais: RNI=1,03; R=1,09; CK=59UI/L; AST=13UI/L, ALT=21UI/L. Resultado dos hemogramas (anterior e atual) na tabela abaixo.A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Alternativas

Pérola Clínica

PTI pediátrica: sangramento mucocutâneo + plaquetopenia isolada + bom estado geral, frequentemente pós-infecção viral.

Resumo-Chave

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) em crianças é uma causa comum de sangramento mucocutâneo, caracterizada por plaquetopenia isolada. Frequentemente, é precedida por uma infecção viral e, apesar dos sintomas hemorrágicos, a criança mantém bom estado geral, o que ajuda a diferenciá-la de condições mais graves.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é a causa mais comum de plaquetopenia isolada em crianças, afetando cerca de 4-5 a cada 100.000 crianças por ano. Caracteriza-se pela destruição autoimune de plaquetas, frequentemente desencadeada por infecções virais. É crucial para residentes reconhecerem seus sinais e sintomas para um diagnóstico e manejo adequados. O diagnóstico da PTI é clínico e laboratorial, baseado na presença de sangramentos mucocutâneos (petéquias, equimoses, epistaxe, sangramento gengival) e plaquetopenia isolada no hemograma, com as demais séries normais. É fundamental excluir outras causas de plaquetopenia, como leucemias, anemias aplásticas ou doenças autoimunes sistêmicas, através da história clínica detalhada e exame físico completo. O tratamento da PTI em crianças é individualizado, dependendo da gravidade do sangramento e do número de plaquetas. Muitos casos são autolimitados e requerem apenas observação. Em situações de sangramento grave ou plaquetas muito baixas, podem ser utilizados corticosteroides, imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou anti-RhD. O prognóstico é geralmente excelente, com a maioria das crianças apresentando remissão espontânea.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos típicos da Púrpura Trombocitopênica Imune em crianças?

A PTI em crianças manifesta-se com sangramentos mucocutâneos, como epistaxe, sangramento gengival, petéquias e equimoses. Geralmente, a criança mantém bom estado geral, sem febre ou sinais de doença sistêmica grave.

Como é feito o diagnóstico de PTI e quais exames são essenciais?

O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado na plaquetopenia isolada (<100.000/mm³) em um hemograma completo, com as demais linhagens normais e ausência de outras causas de trombocitopenia. A história clínica de infecção viral recente é comum.

Qual o principal diferencial da PTI em crianças e como distingui-lo?

O principal diferencial é a leucemia aguda, que também pode causar plaquetopenia. A distinção é feita pela ausência de outras citopenias, organomegalias ou linfonodomegalias na PTI, e pelo bom estado geral da criança.

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