HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Paciente do sexo feminino, 68 anos, comparece a consulta ambulatorial com quadro de fadiga intensa e gengivorragia ocasional ao escovar os dentes de início há 5 dias. Ao exame físico, petéquias e equimoses na pele mais evidentes nas nádegas e nos membros inferiores, associado a ausência de hepatoesplenomegalia ou linfadenopatias. Nega uso de medicamentos. O hemograma demonstra hemoglobina 13 g/dL leucocitos 8.350 / mm³ e plaquetas 47.000/mm³. O diagnóstico mais provável desta paciente e o tratamento recomendado são, respectivamente:
Plaquetopenia isolada + Ausência de visceromegalias + Sangramento mucocutâneo = PTI.
A PTI é um diagnóstico de exclusão caracterizado por destruição periférica de plaquetas; em adultos com sangramento e plaquetas < 50.000, a corticoterapia é a primeira linha.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma desordem autoimune onde anticorpos IgG marcam as plaquetas para destruição esplênica. No adulto, a apresentação costuma ser insidiosa e pode se tornar crônica. É fundamental que o hemograma mostre apenas plaquetopenia, sem alterações em outras linhagens (leucócitos e hemoglobina normais), e que o exame físico descarte esplenomegalia, o que sugeriria outras causas como cirrose ou linfoma. O tratamento visa reduzir a destruição imunológica. A Prednisona é eficaz em elevar as plaquetas para níveis seguros na maioria dos pacientes. Em casos refratários, consideram-se agonistas do receptor de trombopoetina, Rituximabe ou esplenectomia. A ausência de sintomas sistêmicos (febre, perda de peso) reforça o diagnóstico de PTI primária.
O tratamento é geralmente indicado quando a contagem de plaquetas está abaixo de 30.000/mm³ em pacientes assintomáticos ou abaixo de 50.000/mm³ na presença de sangramentos mucocutâneos (como petéquias, equimoses ou gengivorragia). Pacientes com contagens superiores e sem sangramento podem ser apenas observados.
A Púrpura de Henoch-Schönlein é uma vasculite por IgA que se apresenta com púrpura palpável (geralmente em membros inferiores), artralgia e dor abdominal, mas com contagem de plaquetas NORMAL. No caso clínico, a paciente apresenta trombocitopenia real (47.000/mm³), o que exclui Henoch-Schönlein.
A primeira linha de tratamento é a corticoterapia oral com Prednisona na dose de 1 mg/kg/dia por 2 a 4 semanas, seguida de um desmame gradual conforme a resposta plaquetária. Outras opções incluem pulsoterapia com Dexametasona ou Imunoglobulina Intravenosa em casos de sangramento grave.
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