Manejo da Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) no Adulto

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Caso clínico: Uma paciente de 36 anos chega ao serviço de urgência com queixas de petéquias generalizadas e episódios de epistaxe espontânea nas últimas 48 horas. Ela relata histórico de PTI diagnosticado na adolescência, mas estava assintomática até o momento, sem tratamento contínuo. Exames laboratoriais mostram plaquetas de 15.000/mm², com hemoglobina e leucócitos normais, TP e TTPa normais, e ausência de outras anormalidades na análise do sangue periférico. Ela nega uso de medicamentos, infecções recentes ou história familiar de distúrbios hemorrágicos. Qual seria a próxima etapa de manejo mais adequada?

Alternativas

  1. A) Iniciar prednisona oral e acompanhar contagem de plaquetas semanalmente.
  2. B) Transfusão de plaquetas e imunoglobulina intravenosa (IVIg).
  3. C) Solicitar biopsia de medula óssea para investigação de neoplasia hematológica.
  4. D) Iniciar rituximabe como terapia de primeira linha.
  5. E) Iniciar corticosteroides intravenosos e considerar esplenectomia precoce.

Pérola Clínica

Plaquetopenia isolada + Sangramento mucoso → PTI → Corticoide (Prednisona) 1mg/kg.

Resumo-Chave

A PTI é um diagnóstico de exclusão; em adultos com plaquetas < 30.000 e sangramento ativo, o corticoide oral é o tratamento de primeira linha padrão.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é caracterizada pela destruição periférica de plaquetas mediada por autoanticorpos e produção medular insuficiente. No adulto, a doença costuma ser crônica. O diagnóstico baseia-se na plaquetopenia isolada (< 100.000/mm³) sem outras causas identificáveis. O objetivo do tratamento não é normalizar as plaquetas, mas mantê-las em níveis seguros para prevenir sangramentos graves, sendo os corticosteroides a base da terapia inicial.

Perguntas Frequentes

Quando iniciar tratamento medicamentoso na PTI?

O tratamento é geralmente indicado para adultos com contagem de plaquetas inferior a 20.000-30.000/mm³ ou naqueles com contagens maiores que apresentam sangramento clinicamente relevante ou fatores de risco para hemorragia.

Qual a dose de prednisona recomendada?

A dose padrão de primeira linha é de 1 mg/kg/dia de prednisona oral por 2 a 4 semanas, seguida de desmame gradual dependendo da resposta plaquetária.

Quando usar Imunoglobulina Intravenosa (IVIg)?

A IVIg é reservada para situações de emergência com sangramento grave ou quando é necessária uma elevação muito rápida das plaquetas (ex: pré-operatório), devido ao seu alto custo e efeito transitório.

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