UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2015
Criança de 5 anos com diagnóstico de Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI). O tratamento deve ser instituído:
PTI pediátrica: tratar se plaquetas < 100.000/ml, mesmo sem sangramento ativo.
Em crianças com PTI, o tratamento é geralmente indicado quando a contagem plaquetária está abaixo de 100.000/ml, mesmo na ausência de sangramento ativo, para prevenir eventos hemorrágicos graves. A decisão de tratar é multifatorial, mas este limiar é um ponto de corte comum para intervenção e redução de riscos.
A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas, resultando em trombocitopenia. Em crianças, a PTI é frequentemente aguda e autolimitada, muitas vezes precedida por uma infecção viral. A decisão de iniciar o tratamento é um ponto crucial na prática pediátrica e tema recorrente em provas de residência, visando prevenir sangramentos graves, especialmente hemorragias intracranianas. Embora a presença de sangramento ativo e grave seja uma indicação inequívoca para tratamento, a maioria das diretrizes sugere intervenção em crianças com contagem plaquetária abaixo de 100.000/ml, mesmo na ausência de sangramento ativo. Este limiar é adotado para reduzir o risco de eventos hemorrágicos significativos, que podem ocorrer de forma imprevisível. A conduta expectante pode ser considerada em crianças assintomáticas com plaquetas acima de 20.000-30.000/ml. As opções de tratamento incluem corticosteroides (como prednisona), que atuam diminuindo a destruição plaquetária e a produção de anticorpos, e imunoglobulina intravenosa (IVIG), que satura os receptores Fc nos macrófagos, inibindo a fagocitose de plaquetas. Em casos refratários ou de sangramento com risco de vida, outras terapias como anti-D ou agonistas do receptor de trombopoetina podem ser consideradas. A esplenectomia é reservada para casos crônicos e refratários, com risco significativo de sangramento.
O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado em trombocitopenia isolada (plaquetas < 100.000/ml) na ausência de outras causas identificáveis de trombocitopenia, como doenças sistêmicas, medicamentos ou infecções virais específicas, após exclusão de outras citopenias.
As opções incluem corticosteroides (prednisona), imunoglobulina intravenosa (IVIG) e, em casos refratários ou graves, anti-D (se Rh positivo), agonistas do receptor de trombopoetina ou esplenectomia. A escolha depende da gravidade, resposta e risco de sangramento.
A observação é aceitável em crianças assintomáticas ou com sangramento leve e contagem plaquetária acima de 20.000-30.000/ml, especialmente em casos de PTI aguda pós-viral, que frequentemente se resolve espontaneamente sem intervenção farmacológica.
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