UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2015
Com relação às doenças intercorrentes ou próprias da gestação, julgue o item a seguir.Em casos de pacientes portadoras de púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), a amamentação é a melhor medida preventiva contra a trombocitopenia neonatal.
PTI materna → risco trombocitopenia neonatal por passagem transplacentária de anticorpos; amamentação NÃO previne.
A trombocitopenia neonatal em filhos de mães com PTI é causada pela passagem transplacentária de anticorpos antiplaquetários maternos, não sendo influenciada pela amamentação. A amamentação é geralmente segura e recomendada, mas não é uma medida preventiva para a condição.
A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) é uma condição autoimune caracterizada pela destruição de plaquetas mediada por anticorpos. Quando uma gestante é portadora de PTI, há um risco de trombocitopenia neonatal no feto ou recém-nascido, devido à passagem transplacentária desses anticorpos antiplaquetários maternos. Essa condição, embora geralmente transitória, pode levar a complicações hemorrágicas no neonato. É um equívoco comum pensar que a amamentação pode prevenir a trombocitopenia neonatal nesses casos. A fisiopatologia da trombocitopenia neonatal por PTI materna está ligada à transmissão de anticorpos via placenta durante a gestação, e não ao leite materno. Embora alguns anticorpos possam ser transferidos via amamentação, seu impacto na contagem plaquetária do neonato é geralmente insignificante e a amamentação é amplamente recomendada pelos seus inúmeros benefícios. O manejo da PTI na gestação e do recém-nascido de mãe com PTI envolve monitoramento cuidadoso da contagem plaquetária. Em situações de trombocitopenia fetal grave ou risco de sangramento, podem ser consideradas intervenções como imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides maternos. A via de parto (vaginal ou cesariana) é decidida com base na contagem plaquetária fetal e materna, buscando minimizar o risco de trauma e hemorragias.
Mães com PTI podem ter filhos com trombocitopenia neonatal devido à passagem transplacentária de anticorpos antiplaquetários maternos, que destroem as plaquetas do feto/RN.
Não, a amamentação geralmente não é contraindicada. Embora anticorpos possam passar para o leite, o impacto clínico na trombocitopenia neonatal é mínimo e os benefícios da amamentação superam os riscos.
O manejo inclui monitoramento da contagem plaquetária fetal/neonatal. Em casos de risco elevado, pode-se considerar imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides maternos, e a via de parto pode ser influenciada pela contagem plaquetária.
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