PTI: Diagnóstico e Achados Laboratoriais Chave

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 32 anos de idade, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) devido a equimoses espontâneas em diferentes regiões do corpo, incluindo membros inferiores e superiores, com duração de, aproximadamente, 2 semanas. Não há relato de trauma recente. No exame físico observam-se petéquias disseminadas e contusões de diferentes estágios de evolução. A paciente nega história anterior de sangramentos anormais. Solicitados exames complementares que evidenciam Hb: 12,5g/dL, leucócitos 7500cels/ mm³, plaquetas: 18.000/mm³, Cr: 0,5mg/dL, Ur 17mg/dL. Esfregaço de sangue periférico com presença de macroplaquetas e ausência de fragmentação eritrocitáriaConsiderando o caso, indique o diagnóstico mais provável, dentre os apresentados a seguir:

Alternativas

  1. A) Púrpura de Henoch-Schönlein.
  2. B) Síndrome de Evans.
  3. C) Púrpura trombocitopênica idiopática.
  4. D) Púrpura trombótica trombocitopênica.

Pérola Clínica

PTI = trombocitopenia isolada + macroplaquetas + ausência de esquizócitos.

Resumo-Chave

A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), ou Trombocitopenia Imune Primária, é um distúrbio autoimune caracterizado pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção inadequada, resultando em trombocitopenia isolada. A presença de macroplaquetas no esfregaço periférico é um achado comum, refletindo a tentativa da medula óssea de compensar a destruição.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), agora mais conhecida como Trombocitopenia Imune Primária, é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas mediada por anticorpos e/ou pela produção inadequada de plaquetas pela medula óssea. É uma causa comum de trombocitopenia isolada em adultos e crianças, manifestando-se clinicamente por sangramentos cutâneos (petéquias, equimoses) e mucosos. O diagnóstico da PTI é de exclusão. O caso clínico apresenta uma paciente jovem com trombocitopenia grave (18.000/mm³) e manifestações hemorrágicas, sem outras alterações significativas no hemograma (Hb e leucócitos normais) e sem história de trauma. A presença de macroplaquetas no esfregaço periférico sugere uma medula óssea responsiva, tentando compensar a destruição periférica, enquanto a ausência de fragmentação eritrocitária (esquizócitos) é crucial para descartar microangiopatias trombóticas como a Púrpura Trombótica Trombocitopênica (PTT). O tratamento da PTI visa aumentar a contagem de plaquetas para prevenir sangramentos graves. A primeira linha de tratamento geralmente envolve corticosteroides ou imunoglobulina intravenosa (IVIG). Em casos refratários, outras opções incluem rituximabe, agonistas do receptor de trombopoetina (TPO-RAs) ou esplenectomia. O manejo deve ser individualizado, considerando a gravidade do sangramento e a contagem de plaquetas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para PTI?

O diagnóstico de PTI é de exclusão, baseado na presença de trombocitopenia isolada (plaquetas < 100.000/mm³) na ausência de outras causas identificáveis de trombocitopenia. O hemograma e o esfregaço periférico são fundamentais para excluir outras condições.

Por que a presença de macroplaquetas é um achado importante na PTI?

Macroplaquetas (plaquetas grandes) no esfregaço periférico indicam que a medula óssea está tentando compensar a destruição periférica de plaquetas, liberando plaquetas jovens e maiores. Isso ajuda a diferenciar a PTI de outras causas de trombocitopenia com produção medular deficiente.

Qual o tratamento inicial para a PTI em adultos com sangramento significativo?

O tratamento inicial para PTI com sangramento clinicamente significativo ou plaquetas muito baixas geralmente inclui corticosteroides (como prednisona ou dexametasona) e/ou imunoglobulina intravenosa (IVIG), que agem rapidamente para aumentar a contagem de plaquetas.

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