HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
É considerado critério para indicação cirúrgica na púrpura trombocitopênica idiopática (PTI):
PTI: esplenectomia indicada em trombocitopenia grave (<10.000/mm³) e prolongada, refratária ao tratamento clínico.
A esplenectomia é uma opção terapêutica para pacientes com Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) crônica e gravemente sintomática, especialmente quando há trombocitopenia persistente e refratária a outras linhas de tratamento, como corticosteroides e imunoglobulina, e risco de sangramento.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção plaquetária insuficiente, resultando em trombocitopenia e risco de sangramento. É uma das causas mais comuns de trombocitopenia isolada em adultos e crianças. O diagnóstico é de exclusão, após afastar outras causas de baixa contagem de plaquetas. A fisiopatologia da PTI envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas da superfície plaquetária, levando à fagocitose das plaquetas revestidas por anticorpos principalmente no baço. O tratamento inicial geralmente inclui corticosteroides e/ou imunoglobulina intravenosa (IVIG). A decisão de tratar é baseada na contagem de plaquetas e na presença de sangramento. A esplenectomia é considerada uma opção de segunda linha para pacientes com PTI crônica que não respondem ou recaem após o tratamento inicial, ou que apresentam trombocitopenia grave e sangramentos persistentes. A indicação cirúrgica é criteriosa, geralmente para contagens plaquetárias abaixo de 10.000/mm³ com sangramento ativo ou risco elevado. Pacientes submetidos à esplenectomia necessitam de vacinação contra bactérias encapsuladas.
A esplenectomia é indicada para pacientes com PTI crônica que apresentam trombocitopenia grave (<10.000/mm³) e prolongada, com sangramentos significativos, e que são refratários a outras terapias como corticosteroides e imunoglobulina intravenosa.
O objetivo da esplenectomia é remover o principal local de destruição das plaquetas e de produção de anticorpos antiplaquetários, levando a um aumento da contagem de plaquetas em muitos pacientes com PTI.
Os riscos incluem complicações cirúrgicas gerais (sangramento, infecção), e um risco aumentado de infecções graves por bactérias encapsuladas (como pneumococos) no pós-operatório, exigindo vacinação prévia.
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