PTI: Indicações de Esplenectomia e Critérios de Tratamento

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020

Enunciado

Das situações a seguir a que NÃO estaria indicada a se realizar a esplenectomia em pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) é:

Alternativas

  1. A) Diagnóstico de PTI durante 6 semanas e continuam a apresentar contagens plaquetárias de menos de 10.000/mm3, sem sintomas de sangramento.
  2. B) Diagnóstico de PTI há pelo menos 3 meses e experimentaram uma resposta transitória ou incompleta à terapia primária e têm uma contagem plaquetária de menos de 30.000/mm³.
  3. C) Gestante com PTI e falha na terapia com glicocorticoides, contagem plaquetária de menos de 30.000/mm3 e sangramento gengival.
  4. D) Diagnóstico de PTI há 6 meses, contagem plaquetária de mais de 50.000/mm³ e ausência de sangramentos.
  5. E) Gestante com PTI e falha na terapia com glicocorticoides, contagem plaquetária de menos de 10.000/mm³ e ausência de sangramentos.

Pérola Clínica

Esplenectomia na PTI: falha terapêutica, plaquetas <30.000 ou <10.000 com sangramento, ou gestante refratária. Plaquetas >50.000 sem sangramento NÃO indica.

Resumo-Chave

A esplenectomia é uma opção de segunda linha para pacientes com PTI crônica ou refratária, indicada quando há falha na terapia de primeira linha (glicocorticoides, imunoglobulina) e persistência de plaquetopenia grave (<30.000/mm³) ou sangramento clinicamente significativo, mas não é indicada em pacientes com plaquetas estáveis e sem sangramento.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), agora chamada de Púrpura Trombocitopênica Imune, é uma doença autoimune caracterizada pela destruição de plaquetas mediada por anticorpos e/ou pela produção inadequada de plaquetas. É uma causa comum de trombocitopenia isolada e pode se manifestar com sangramentos mucocutâneos. O manejo visa aumentar a contagem plaquetária para prevenir sangramentos graves. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas da superfície plaquetária, levando à destruição das plaquetas principalmente no baço. O diagnóstico é de exclusão. A terapia de primeira linha inclui glicocorticoides e imunoglobulina intravenosa. A esplenectomia é uma opção de segunda linha, pois o baço é o principal local de destruição plaquetária e produção de anticorpos. As indicações para esplenectomia na PTI incluem falha na terapia de primeira linha, dependência de corticosteroides em altas doses, ou plaquetopenia grave persistente (<30.000/mm³) com risco de sangramento, ou sangramento clinicamente significativo. Não é indicada em pacientes com PTI que mantêm contagens plaquetárias seguras (>50.000/mm³) e sem sangramentos, como na alternativa D, pois o risco do procedimento supera o benefício.

Perguntas Frequentes

Quando a esplenectomia é considerada no tratamento da PTI?

A esplenectomia é considerada para pacientes com PTI crônica (duração >12 meses) ou persistente (duração 3-12 meses) que falharam na terapia de primeira linha (glicocorticoides, imunoglobulina) e que mantêm plaquetopenia grave (<30.000/mm³) ou sangramento clinicamente significativo.

Quais são as contraindicações ou situações em que a esplenectomia NÃO é indicada para PTI?

A esplenectomia não é indicada em pacientes com PTI que respondem bem à terapia medicamentosa, em pacientes assintomáticos com contagens plaquetárias consideradas seguras (geralmente >30.000/mm³ a >50.000/mm³), ou em casos de PTI aguda que tendem à remissão espontânea.

Como a PTI é manejada em gestantes e quando a esplenectomia pode ser uma opção?

Em gestantes com PTI, o manejo inicial é com glicocorticoides ou imunoglobulina. A esplenectomia é uma opção de segunda linha, raramente indicada, e apenas em casos de falha terapêutica com plaquetopenia grave (<10.000/mm³) ou sangramento ativo, geralmente no segundo trimestre, devido aos riscos para a mãe e o feto.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo