UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Das situações a seguir a que NÃO estaria indicada a se realizar a esplenectomia em pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) é:
Esplenectomia na PTI: falha terapêutica, plaquetas <30.000 ou <10.000 com sangramento, ou gestante refratária. Plaquetas >50.000 sem sangramento NÃO indica.
A esplenectomia é uma opção de segunda linha para pacientes com PTI crônica ou refratária, indicada quando há falha na terapia de primeira linha (glicocorticoides, imunoglobulina) e persistência de plaquetopenia grave (<30.000/mm³) ou sangramento clinicamente significativo, mas não é indicada em pacientes com plaquetas estáveis e sem sangramento.
A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), agora chamada de Púrpura Trombocitopênica Imune, é uma doença autoimune caracterizada pela destruição de plaquetas mediada por anticorpos e/ou pela produção inadequada de plaquetas. É uma causa comum de trombocitopenia isolada e pode se manifestar com sangramentos mucocutâneos. O manejo visa aumentar a contagem plaquetária para prevenir sangramentos graves. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas da superfície plaquetária, levando à destruição das plaquetas principalmente no baço. O diagnóstico é de exclusão. A terapia de primeira linha inclui glicocorticoides e imunoglobulina intravenosa. A esplenectomia é uma opção de segunda linha, pois o baço é o principal local de destruição plaquetária e produção de anticorpos. As indicações para esplenectomia na PTI incluem falha na terapia de primeira linha, dependência de corticosteroides em altas doses, ou plaquetopenia grave persistente (<30.000/mm³) com risco de sangramento, ou sangramento clinicamente significativo. Não é indicada em pacientes com PTI que mantêm contagens plaquetárias seguras (>50.000/mm³) e sem sangramentos, como na alternativa D, pois o risco do procedimento supera o benefício.
A esplenectomia é considerada para pacientes com PTI crônica (duração >12 meses) ou persistente (duração 3-12 meses) que falharam na terapia de primeira linha (glicocorticoides, imunoglobulina) e que mantêm plaquetopenia grave (<30.000/mm³) ou sangramento clinicamente significativo.
A esplenectomia não é indicada em pacientes com PTI que respondem bem à terapia medicamentosa, em pacientes assintomáticos com contagens plaquetárias consideradas seguras (geralmente >30.000/mm³ a >50.000/mm³), ou em casos de PTI aguda que tendem à remissão espontânea.
Em gestantes com PTI, o manejo inicial é com glicocorticoides ou imunoglobulina. A esplenectomia é uma opção de segunda linha, raramente indicada, e apenas em casos de falha terapêutica com plaquetopenia grave (<10.000/mm³) ou sangramento ativo, geralmente no segundo trimestre, devido aos riscos para a mãe e o feto.
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