Púrpura Trombocitopênica Idiopática: Diagnóstico em Crianças

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021

Enunciado

Pré escolar apresenta há 2 dias sangramento gengival. Nega febre. Em seu exame apresenta-se em bom estado geral, sem linfadenomegalia ou hepatoesplenomegalia e notam-se petéquias e hematomas pelo corpo. Seu hemograma apresenta Hemoglobina 12,5g/dl ,Hematócrito=36%; leucócitos 8000/mm3 com contagem diferencial sem anormalidade para idade e plaquetas 6000/mm3. O diagnóstico mais provável é :

Alternativas

  1. A) Aplasia de medula.
  2. B) Linfoma.
  3. C) Púrpura Trombocitopênica Idiopática.
  4. D) Leucemia Linfocítica Aguda.

Pérola Clínica

PTI = trombocitopenia isolada (<100.000/mm³) em criança previamente hígida, sem outras causas de plaquetopenia, com sangramentos cutâneos/mucosos.

Resumo-Chave

A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) é um diagnóstico de exclusão em crianças, caracterizada por trombocitopenia isolada (<100.000/mm³) e manifestações hemorrágicas cutâneo-mucosas, na ausência de outras causas de plaquetopenia, como infecções ou doenças sistêmicas. O hemograma geralmente é normal, exceto pela contagem de plaquetas.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), atualmente conhecida como Púrpura Trombocitopênica Imune, é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção inadequada de plaquetas, resultando em trombocitopenia. É a causa mais comum de trombocitopenia isolada em crianças, com pico de incidência entre 2 e 5 anos de idade, frequentemente precedida por infecção viral. O diagnóstico da PTI é de exclusão. O quadro clínico típico envolve o surgimento súbito de petéquias, equimoses, sangramento gengival ou epistaxe em uma criança previamente saudável, sem febre ou outros sinais sistêmicos. O hemograma revela trombocitopenia isolada (geralmente <20.000/mm³ em casos sintomáticos), com hemoglobina e leucócitos normais para a idade. A ausência de hepatoesplenomegalia ou linfadenomegalia é um achado importante que ajuda a diferenciar de malignidades. O tratamento da PTI em crianças depende da gravidade do sangramento e da contagem plaquetária. Muitos casos de PTI aguda em crianças são autolimitados e podem ser apenas observados. Em casos de sangramento grave ou plaquetas muito baixas, pode-se indicar imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides. É crucial afastar outras causas de trombocitopenia antes de firmar o diagnóstico de PTI.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clínicos e laboratoriais sugestivos de PTI em crianças?

Clinicamente, a PTI manifesta-se por sangramentos cutâneo-mucosos (petéquias, equimoses, sangramento gengival, epistaxe) em uma criança previamente hígida e afebril. Laboratorialmente, o hemograma mostra trombocitopenia isolada, com as demais linhagens celulares normais.

Qual o principal critério diagnóstico para PTI?

O principal critério é a trombocitopenia isolada (plaquetas <100.000/mm³) na ausência de outras causas identificáveis de plaquetopenia, como infecções virais recentes, uso de medicamentos, doenças autoimunes ou malignidades.

Como diferenciar PTI de outras causas de trombocitopenia em crianças?

A diferenciação envolve a exclusão de outras condições. Leucemias e aplasia de medula geralmente apresentam outras citopenias e/ou alterações na contagem diferencial de leucócitos. Infecções virais podem causar trombocitopenia, mas geralmente são acompanhadas de febre e outros sintomas sistêmicos.

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