Púrpura Trombocitopênica Autoimune Pediátrica: Diagnóstico

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020

Enunciado

Escolar de 6 anos admitido em emergência pediátrica com relato de equimoses em pernas e abdome há uma semana e epistaxe volumosa hoje pela manhã. A mãe nega outras queixas atuais e conta que há duas semanas teve quadro de febre e coriza nasal com resolução espontânea só com uso de sintomáticos. Exame físico normal exceto pelas sufusões hemorrágicas. O hemograma realizado na emergência mostra apenas plaquetopenia 35000 e hemoglobina 10,5g/dl. O diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Púrpura de Henoch-Schonlein.
  2. B) Leucemia Linfoide Aguda.
  3. C) Leishmaniose Visceral.
  4. D) Púrpura Trombocitopênica Autoimune.
  5. E) Hemoglobinúria paroxística noturna.

Pérola Clínica

Criança com plaquetopenia isolada (<100.000), sem outras citopenias, após infecção viral recente → Púrpura Trombocitopênica Autoimune (PTI).

Resumo-Chave

A Púrpura Trombocitopênica Autoimune (PTI), também conhecida como Púrpura Trombocitopênica Imune, é a causa mais comum de plaquetopenia isolada em crianças. Frequentemente, é precedida por uma infecção viral (2-4 semanas antes), manifestando-se com sangramentos cutâneos (equimoses, petéquias) e mucosos (epistaxe). O hemograma típico mostra apenas plaquetopenia, com as demais séries normais.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Autoimune (PTI), também conhecida como Púrpura Trombocitopênica Imune, é a desordem hemorrágica adquirida mais comum na infância, caracterizada por destruição plaquetária mediada por autoanticorpos. Sua incidência é maior em crianças de 2 a 5 anos e frequentemente ocorre 2 a 4 semanas após uma infecção viral aguda, como infecções do trato respiratório superior ou gastrointestinais. O quadro clínico típico inclui o aparecimento súbito de petéquias, equimoses e sangramentos mucosos (epistaxe, gengivorragia) em uma criança previamente hígida. O exame físico geralmente revela apenas as manifestações hemorrágicas, sem hepatoesplenomegalia ou linfonodomegalia. O diagnóstico é de exclusão, baseado na história clínica, exame físico e um hemograma que mostra plaquetopenia isolada (geralmente <100.000/mm³), com hemoglobina e leucócitos normais. A maioria dos casos de PTI aguda na infância é autolimitada, com resolução espontânea em semanas a meses. O tratamento é indicado para sangramentos graves ou plaquetopenia muito acentuada, e pode incluir imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides. É crucial diferenciar a PTI de outras causas de plaquetopenia, como leucemias, que apresentariam outras citopenias ou sinais de doença sistêmica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da Púrpura Trombocitopênica Autoimune (PTI) em crianças?

Os principais sinais são sangramentos cutâneos (petéquias, equimoses) e mucosos (epistaxe, gengivorragia), que surgem de forma aguda. A criança geralmente está em bom estado geral, sem febre ou hepatoesplenomegalia.

Qual o papel da infecção viral na fisiopatologia da PTI pediátrica?

A infecção viral atua como um gatilho imunológico, levando à produção de autoanticorpos contra as plaquetas, resultando em sua destruição acelerada no baço e, consequentemente, plaquetopenia.

Como diferenciar PTI de outras causas de plaquetopenia em crianças?

A PTI é caracterizada por plaquetopenia isolada, ou seja, as outras séries do hemograma (hemoglobina e leucócitos) são normais. A ausência de hepatoesplenomegalia, linfonodomegalia e outros sintomas sistêmicos graves também ajuda a diferenciá-la de leucemias ou outras doenças hematológicas.

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