CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
Paciente com alteração do reflexo pupilar é encaminhada para avaliação. Nas imagens abaixo, A é a do exame sob luz ambiente normal, B é a do estímulo luminoso do olho direito, C é a do estímulo de convergência e D é a do exame após instilação de pilocarpina a O, 1% em ambos os olhos. Qual o diagnóstico mais provável?
Pupila de Adie → Midríase + Dissociação luz-perto + Miose com pilocarpina 0,1%.
A Pupila de Adie decorre de uma denervação parassimpática do gânglio ciliar, resultando em hipersensibilidade de denervação aos colinérgicos diluídos.
A abordagem da anisocoria exige uma sequência lógica de testes. A Pupila de Adie é uma causa comum de midríase unilateral em adultos jovens (predominantemente mulheres). O diagnóstico clínico é reforçado pela visualização de movimentos 'vermiculares' da íris à lâmpada de fenda e confirmado pela resposta exagerada à pilocarpina diluída, o que a diferencia de uma paralisia de III par craniano (que não responde à diluição de 0,1%).
Em olhos normais, a pilocarpina a 0,1% ou 0,125% é muito diluída para causar miose. Na Pupila de Adie, devido à hipersensibilidade de denervação dos receptores muscarínicos no esfíncter da íris, ocorre uma contração pupilar evidente (miose).
É a condição onde a pupila reage mal ou não reage à luz direta, mas apresenta uma constrição lenta e tônica durante o esforço de acomodação/convergência (perto), seguida de uma redilatação também lenta.
A causa exata é muitas vezes idiopática, mas envolve dano ao gânglio ciliar ou nervos ciliares curtos (por infecção viral ou trauma). Quando associada à perda de reflexos tendinosos profundos, é chamada de Síndrome de Holmes-Adie.
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