Pupila Amaurótica: Diagnóstico e Reflexos Pupilares

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

É característica da pupila amaurótica:

Alternativas

  1. A) Estar associada à presença de um defeito pupilar eferente
  2. B) Reagir prontamente à luz quando estimulada
  3. C) Estar presente nos casos sem percepção luminosa
  4. D) Causar anisocoria, maior no escuro

Pérola Clínica

Pupila amaurótica = Olho cego (sem PL) → Sem reflexo direto, mas consensual preservado.

Resumo-Chave

A pupila amaurótica ocorre em olhos com perda total de visão (sem percepção luminosa). Caracteriza-se pela ausência de resposta direta à luz, mas mantém a resposta consensual quando o olho sadio é estimulado.

Contexto Educacional

O exame das pupilas é uma extensão vital do exame neurológico e oftalmológico. A pupila amaurótica indica uma interrupção completa da via visual aferente antes do quiasma óptico, geralmente por lesão severa do nervo óptico ou retina. A semiologia clássica revela que, apesar da cegueira total do olho afetado, as pupilas são simétricas em repouso (isocoria). Isso ocorre porque o esfíncter da íris de ambos os olhos é controlado pelos núcleos de Edinger-Westphal, que recebem informações aferentes cruzadas e não cruzadas. Portanto, a integridade da via eferente garante que o olho cego 'acompanhe' a movimentação pupilar do olho sadio, um conceito fundamental para diferenciar cegueira cortical de lesões pré-quiasmáticas.

Perguntas Frequentes

O que acontece no teste de luz na pupila amaurótica?

Ao incidir luz no olho cego (amaurótico), não há contração pupilar em nenhum dos olhos (ausência de reflexo direto e consensual). Ao incidir luz no olho contralateral sadio, ambos os olhos contraem normalmente, demonstrando que a via eferente (III par) do olho cego está preservada.

Qual a diferença entre pupila amaurótica e Defeito Pupilar Aferente Relativo (DPAR)?

A pupila amaurótica é o grau máximo de um defeito aferente, ocorrendo quando não há percepção de luz (amaurose total). O DPAR (ou pupila de Marcus Gunn) ocorre em lesões parciais do nervo óptico, onde a resposta à luz é apenas diminuída em comparação ao olho sadio, observada no teste de luz alternada (swinging flashlight test).

Por que não há anisocoria na pupila amaurótica?

A anisocoria depende de uma lesão na via eferente (parassimpática ou simpática). Na pupila amaurótica, a lesão é puramente aferente (nervo óptico). Como a inervação motora pupilar recebe estímulos de ambos os núcleos pré-tectais, o tônus pupilar de repouso é mantido igual em ambos os olhos pela via eferente íntegra.

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