Punção Venosa Central Guiada por Ultrassom: Técnica Estática

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Sobre a técnica de punção de um acesso venoso central guiada por ultrassonografia, assinale a CORRETA.

Alternativas

  1. A) Na técnica dinâmica, deve-se realizar a medida da profundidade do vaso e então posicionar a agulha em um ângulo de 30 graus com a pele, entrando em linha reta sem a visualização direta da agulha.
  2. B) O primeiro passo deve ser o reconhecimento das estruturas anatômicas, podemos diferenciar a veia jugular interna da artéria carótida realizando a compressão dos vasos. Nessa manobra espera-se que a artéria colabe durante a compressão.
  3. C) O acesso de escolha para uso da técnica guiada por Ultrassonografia deve ser a veia subclávia, uma vez que está associado a menores taxas de complicações e de punção arterial inadvertida.
  4. D) Na técnica estática, deve-se posicionar a veia no centro do monitor e realizar a inserção da agulha em um ângulo de 45 graus em relação ao transdutor e equidistante deste com a veia.
  5. E) A punção guiada por ultrassom dispensa o uso de técnica asséptica, uma vez que reduz o número de tentativas de punção.

Pérola Clínica

Punção central guiada por USG: técnica estática envolve visualização da veia no centro e agulha a 45° equidistante do transdutor.

Resumo-Chave

A técnica estática (ou fora do plano) na punção guiada por ultrassom envolve a inserção da agulha em um ângulo que permite estimar sua trajetória em relação ao transdutor e ao vaso, que deve estar centralizado na imagem. É crucial manter a agulha equidistante do transdutor e do vaso para uma trajetória segura.

Contexto Educacional

A punção venosa central guiada por ultrassonografia é uma prática padrão na medicina moderna, significativamente reduzindo complicações como punção arterial, pneumotórax e hematoma, além de aumentar a taxa de sucesso na primeira tentativa. É uma habilidade essencial para residentes e profissionais em diversas especialidades, especialmente em terapia intensiva, emergência e anestesiologia. Existem duas abordagens principais: a técnica dinâmica (ou "no plano"), onde a agulha é visualizada em todo o seu trajeto, e a técnica estática (ou "fora do plano"), onde a agulha é inserida em um ângulo e sua ponta é visualizada intermitentemente. A escolha da técnica depende da experiência do operador e da anatomia do paciente, mas ambas exigem um conhecimento aprofundado da anatomia vascular e da manipulação do transdutor. Independentemente da técnica utilizada, a diferenciação correta entre veias e artérias (compressibilidade, pulsatilidade) e a manutenção de uma técnica asséptica rigorosa são passos cruciais para garantir a segurança do paciente e prevenir infecções. O acesso à veia subclávia, embora com menor risco de infecção, é tecnicamente mais desafiador para a punção guiada por ultrassom devido à sua localização e à sombra da clavícula, tornando a veia jugular interna e a veia femoral mais frequentemente utilizadas para o aprendizado e a prática.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais técnicas de punção venosa central guiada por ultrassom?

As principais técnicas são a dinâmica (no plano), onde a agulha é visualizada em todo o seu trajeto dentro do plano do transdutor, e a estática (fora do plano), onde a agulha é inserida em um ângulo e sua ponta é visualizada intermitentemente ou por estimativa de trajetória.

Como diferenciar a veia jugular interna da artéria carótida no ultrassom?

A veia jugular interna é mais superficial, maior, e colapsa facilmente com a compressão do transdutor, além de apresentar variação de calibre com a respiração. A artéria carótida é mais profunda, pulsátil e não colapsa com a compressão.

Qual a importância da técnica asséptica na punção venosa central guiada por ultrassom?

A técnica asséptica rigorosa é fundamental em qualquer punção venosa central, mesmo com o uso de ultrassom, para prevenir infecções relacionadas ao cateter, que são complicações graves e potencialmente fatais. O ultrassom apenas melhora a segurança mecânica, não a microbiológica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo