TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
A punção lombar constitui-se num dos procedimentos diagnósticos mais utilizados na prática neurológica. Acerca desse método, assinale a alternativa correta:
PL segura → RNI ≤ 1,4 e Plaquetas > 50.000/mm³.
A punção lombar exige avaliação rigorosa da coagulação para evitar hematomas epidurais, sendo o RNI e a contagem de plaquetas os principais preditores de risco hemorrágico.
A punção lombar (PL) é um procedimento diagnóstico essencial para a investigação de meningites, hemorragias subaracnoides e doenças desmielinizantes. A segurança do procedimento depende da ausência de hipertensão intracraniana com efeito de massa e de uma coagulação adequada. Parâmetros como RNI ≤ 1,4 e plaquetas > 50.000 são amplamente aceitos para reduzir o risco de hematoma espinal, uma complicação rara mas potencialmente devastadora. A técnica correta envolve a inserção da agulha nos espaços intervertebrais L3-L4 ou L4-L5, abaixo do término da medula espinal. A cefaleia pós-punção é a complicação mais comum, mas sua incidência varia entre 10-30%, não chegando a 2/3 dos pacientes. Além disso, a pressão de abertura deve ser sempre aferida com o paciente em decúbito lateral para evitar falsas elevações hidrostáticas.
Geralmente aceita-se uma contagem superior a 50.000/mm³ para minimizar o risco de sangramento no canal vertebral e formação de hematoma epidural.
O teste dos três tubos mostra clareamento progressivo do LCR no acidente de punção, enquanto a cor permanece uniformemente hemática na hemorragia subaracnoide (HSA).
O decúbito lateral é mandatório para uma aferição fidedigna da pressão intracraniana basal, pois a posição sentada adiciona o peso da coluna de líquido à medida.
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