Punção Intraóssea Tibial: Complicações e Segurança

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2021

Enunciado

São complicações da punção intraóssea tibial proximal, exceto:

Alternativas

  1. A) Infecção.
  2. B) Infiltração subcutânea ou subperiostal.
  3. C) Pneumotórax.
  4. D) Necrose da pele por pressão.

Pérola Clínica

Punção intraóssea: Complicações comuns = infecção, infiltração, necrose. Pneumotórax NÃO é complicação.

Resumo-Chave

A punção intraóssea é um acesso vascular de emergência rápido e eficaz, especialmente em pediatria. Embora segura, possui complicações como infecção, infiltração e necrose de pele. Pneumotórax, no entanto, não é uma complicação esperada da punção tibial proximal, sendo mais associado a procedimentos torácicos.

Contexto Educacional

A punção intraóssea (IO) é um procedimento de emergência vital para o acesso vascular rápido em situações onde o acesso venoso periférico é inviável, especialmente em pacientes pediátricos e em cenários de trauma ou parada cardiorrespiratória. O local mais comum para a punção IO em crianças é a tíbia proximal, devido à sua acessibilidade e à presença de medula óssea ativa. É um procedimento relativamente seguro e eficaz, permitindo a administração de fluidos, medicamentos e hemoderivados. Contudo, como qualquer procedimento invasivo, a punção intraóssea não é isenta de riscos. As complicações mais frequentemente relatadas incluem infecção local (osteomielite), que pode ser minimizada com técnica asséptica rigorosa; infiltração subcutânea ou subperiostal de fluidos, que pode levar a edema e dor; e necrose da pele por extravasamento de substâncias vesicantes ou por pressão prolongada do dispositivo. Fraturas ósseas são raras, mas podem ocorrer, especialmente em ossos osteoporóticos ou com técnica inadequada. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes das complicações reais da punção intraóssea para um manejo seguro e eficaz. O pneumotórax, por exemplo, é uma complicação grave, mas está associado a procedimentos torácicos (como a inserção de cateter venoso central subclávio ou jugular) e não à punção intraóssea tibial proximal, devido à diferença anatômica dos locais de inserção. O conhecimento preciso das complicações esperadas e inesperadas é fundamental para a segurança do paciente e para a preparação para provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais complicações da punção intraóssea tibial proximal?

As principais complicações da punção intraóssea tibial proximal incluem infecção (osteomielite), infiltração subcutânea ou subperiostal de fluidos e medicamentos, necrose da pele por pressão ou extravasamento, e fratura óssea. Em geral, é um procedimento seguro quando realizado corretamente.

Por que o pneumotórax não é uma complicação da punção intraóssea tibial proximal?

O pneumotórax é o acúmulo de ar no espaço pleural, uma complicação associada a procedimentos que envolvem a cavidade torácica, como a inserção de cateteres venosos centrais na subclávia ou jugular. A punção intraóssea tibial proximal é realizada em um osso da perna, longe do tórax, tornando o pneumotórax uma complicação anatomicamente impossível para este local.

Quando a punção intraóssea é indicada como acesso vascular de emergência?

A punção intraóssea é indicada como acesso vascular de emergência quando não é possível obter um acesso venoso periférico em situações de urgência, como choque, parada cardiorrespiratória, queimaduras extensas ou trauma grave, especialmente em pacientes pediátricos.

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