UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Entre os casos abaixo a realização de Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) para investigação do nódulo tireoidiano está corretamente indicada para:
PAAF tireoide: indicada para nódulos ≥ 1cm com características suspeitas (microcalcificações, margens irregulares) ou histórico familiar de câncer.
A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) é o método mais eficaz para avaliar nódulos tireoidianos. Sua indicação é baseada no tamanho do nódulo e, crucialmente, nas características ultrassonográficas de suspeição para malignidade (como microcalcificações, margens irregulares, hipoecogenicidade) e fatores de risco clínicos, como histórico familiar de câncer de tireoide.
A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) é o principal método para a avaliação diagnóstica de nódulos tireoidianos, permitindo a diferenciação entre lesões benignas e malignas. A decisão de realizar a PAAF não se baseia apenas no tamanho do nódulo, mas principalmente nas suas características ultrassonográficas e nos fatores de risco clínicos do paciente. É uma ferramenta essencial para evitar cirurgias desnecessárias e para o diagnóstico precoce de câncer. As diretrizes atuais recomendam a PAAF para nódulos que apresentam características ultrassonográficas suspeitas, independentemente do tamanho, ou para nódulos maiores que um determinado limiar (geralmente 1 cm) mesmo sem características de alta suspeição. Características como microcalcificações, margens irregulares, hipoecogenicidade acentuada e formato 'mais alto que largo' são fortes indicadores de malignidade. Além disso, fatores de risco como histórico familiar de câncer de tireoide, irradiação cervical na infância ou adolescência, e crescimento rápido do nódulo, também justificam a PAAF. No caso da alternativa B, um homem de 50 anos com histórico familiar de câncer de tireoide e um nódulo de 1,2 cm que exibe microcalcificações e margens irregulares ao ultrassom, preenche múltiplos critérios de alta suspeição. O tamanho do nódulo (>1 cm), as características ultrassonográficas (microcalcificações e margens irregulares) e o histórico familiar são indicações claras para a realização da PAAF. As outras alternativas descrevem nódulos com menor risco ou sem indicação formal de PAAF, como nódulos menores de 1 cm sem características suspeitas ou nódulos em pacientes com hipertireoidismo (que podem ser funcionantes e benignos).
Características ultrassonográficas de alta suspeição incluem microcalcificações, margens irregulares ou espiculadas, hipoecogenicidade acentuada, formato mais alto que largo (taller-than-wide), e vascularização predominantemente central. A presença desses achados é crucial para a decisão de realizar PAAF.
Geralmente, nódulos sólidos com mais de 1 cm são candidatos à PAAF. No entanto, nódulos menores (0,5 a 1 cm) podem ter indicação se apresentarem características ultrassonográficas altamente suspeitas ou se houver fatores de risco clínicos, como histórico familiar de câncer de tireoide ou irradiação cervical prévia.
O histórico familiar de câncer de tireoide, especialmente de carcinoma medular ou papilífero, aumenta significativamente o risco de malignidade em um nódulo tireoidiano. Nesses casos, a PAAF pode ser indicada mesmo para nódulos menores ou com características ultrassonográficas de menor suspeição, devido ao risco genético aumentado.
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