HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Sobre as doenças da tireoide assinale a opção CORRETA:
PAAF com células foliculares → cirurgia para diagnóstico definitivo, devido ao risco de malignidade (neoplasia folicular/carcinoma).
A PAAF de tireoide que revela células foliculares (Bethesda III ou IV) não consegue diferenciar adenoma de carcinoma folicular, exigindo cirurgia (lobectomia) para análise histopatológica definitiva e exclusão de malignidade.
A avaliação de nódulos tireoidianos é uma prática comum na endocrinologia e cirurgia de cabeça e pescoço. A prevalência de nódulos é alta, mas a maioria é benigna. O objetivo principal da investigação é identificar os poucos nódulos que representam malignidade. A PAAF guiada por ultrassom é o método mais eficaz para essa diferenciação, classificando os resultados de acordo com o sistema Bethesda, que orienta a conduta subsequente. O sistema Bethesda para PAAF de tireoide categoriza os resultados em seis classes, variando de benigno a maligno. A classe III (atipia de significado indeterminado ou lesão folicular de significado indeterminado) e a classe IV (neoplasia folicular ou suspeita de neoplasia folicular) são as que mais frequentemente levam à indicação cirúrgica, pois a citologia não é conclusiva para excluir malignidade. Nesses casos, a lobectomia é o procedimento diagnóstico e, por vezes, terapêutico. O manejo do câncer de tireoide, especialmente o carcinoma papilífero (o tipo mais comum), varia de acordo com o risco do paciente. Nem todos os casos requerem tireoidectomia total e esvaziamento cervical; muitos pacientes de baixo risco podem ser tratados com lobectomia. A decisão terapêutica é complexa e baseada em múltiplos fatores, incluindo tamanho do tumor, invasão, metástases linfonodais e características moleculares, visando otimizar o tratamento e minimizar a morbidade.
Nódulos com TSH baixo são geralmente benignos e hiperfuncionantes. No entanto, se houver características ultrassonográficas suspeitas (microcalcificações, hipoecogenicidade, margens irregulares, vascularização central), a PAAF pode ser indicada, pois uma pequena porcentagem pode ser maligna.
A tireoglobulina é um marcador tumoral importante no seguimento de carcinomas papilíferos e foliculares após tireoidectomia total e ablação com iodo radioativo. A calcitonina, por sua vez, é o principal marcador para o carcinoma medular de tireoide, sendo essencial no diagnóstico e monitoramento.
A PAAF que demonstra células foliculares (Bethesda III ou IV) não consegue diferenciar um adenoma folicular benigno de um carcinoma folicular maligno. A distinção depende da invasão capsular ou vascular, que só pode ser avaliada por exame histopatológico do tecido ressecado cirurgicamente.
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