Nódulos Tireoidianos: PAAF e Indicação Cirúrgica

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023

Enunciado

Sobre as doenças da tireoide assinale a opção CORRETA:

Alternativas

  1. A) Nódulos solitários, com dosagem de TSH baixa são mais indicativos de malignidade do que os com dosagem de TSH normal.
  2. B) Quando há suspeita ou diagnóstico de carcinoma medular, os níveis de tireoglobulina devem ser medidos e são importantes no seguimento após tratamento inicial.
  3. C) Nódulos com microcalcificações e aumento da vascularização, assim como as lesões císticas, aumentam a suspeita de malignidade.
  4. D) O carcinoma papilífero deve ser tratado com tireoidectomia total + esvaziamento cervical na maiorias dos casos.
  5. E) O resultado de uma punção aspirativa com agulha fina (PAAF) que demonstra células foliculares leva à necessidade de cirurgia para determinar presença de malignidade.

Pérola Clínica

PAAF com células foliculares → cirurgia para diagnóstico definitivo, devido ao risco de malignidade (neoplasia folicular/carcinoma).

Resumo-Chave

A PAAF de tireoide que revela células foliculares (Bethesda III ou IV) não consegue diferenciar adenoma de carcinoma folicular, exigindo cirurgia (lobectomia) para análise histopatológica definitiva e exclusão de malignidade.

Contexto Educacional

A avaliação de nódulos tireoidianos é uma prática comum na endocrinologia e cirurgia de cabeça e pescoço. A prevalência de nódulos é alta, mas a maioria é benigna. O objetivo principal da investigação é identificar os poucos nódulos que representam malignidade. A PAAF guiada por ultrassom é o método mais eficaz para essa diferenciação, classificando os resultados de acordo com o sistema Bethesda, que orienta a conduta subsequente. O sistema Bethesda para PAAF de tireoide categoriza os resultados em seis classes, variando de benigno a maligno. A classe III (atipia de significado indeterminado ou lesão folicular de significado indeterminado) e a classe IV (neoplasia folicular ou suspeita de neoplasia folicular) são as que mais frequentemente levam à indicação cirúrgica, pois a citologia não é conclusiva para excluir malignidade. Nesses casos, a lobectomia é o procedimento diagnóstico e, por vezes, terapêutico. O manejo do câncer de tireoide, especialmente o carcinoma papilífero (o tipo mais comum), varia de acordo com o risco do paciente. Nem todos os casos requerem tireoidectomia total e esvaziamento cervical; muitos pacientes de baixo risco podem ser tratados com lobectomia. A decisão terapêutica é complexa e baseada em múltiplos fatores, incluindo tamanho do tumor, invasão, metástases linfonodais e características moleculares, visando otimizar o tratamento e minimizar a morbidade.

Perguntas Frequentes

Quando um nódulo tireoidiano com TSH baixo é preocupante para malignidade?

Nódulos com TSH baixo são geralmente benignos e hiperfuncionantes. No entanto, se houver características ultrassonográficas suspeitas (microcalcificações, hipoecogenicidade, margens irregulares, vascularização central), a PAAF pode ser indicada, pois uma pequena porcentagem pode ser maligna.

Qual a importância da tireoglobulina e calcitonina no seguimento de câncer de tireoide?

A tireoglobulina é um marcador tumoral importante no seguimento de carcinomas papilíferos e foliculares após tireoidectomia total e ablação com iodo radioativo. A calcitonina, por sua vez, é o principal marcador para o carcinoma medular de tireoide, sendo essencial no diagnóstico e monitoramento.

Por que a PAAF com células foliculares geralmente leva à cirurgia?

A PAAF que demonstra células foliculares (Bethesda III ou IV) não consegue diferenciar um adenoma folicular benigno de um carcinoma folicular maligno. A distinção depende da invasão capsular ou vascular, que só pode ser avaliada por exame histopatológico do tecido ressecado cirurgicamente.

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