Investigação de Nódulos de Parótida: Quando indicar PAAF?

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 64 anos, tabagista de longa data (40 maços-ano), apresenta-se ao ambulatório com queixa de aumento de volume indolor em região infra-auricular e pré-auricular direita há cerca de dez meses. Refere que a massa apresenta crescimento lento e progressivo, sem episódios de febre, drenagem de secreções ou dor associada à alimentação. Ao exame físico, observa-se nódulo de aproximadamente 3,5 cm em topografia de glândula parótida direita, de consistência endurecida, superfície levemente irregular, móvel e indolor à palpação. A mímica facial está preservada e não há linfonodomegalias cervicais suspeitas palpáveis. O paciente relata ter feito uso prévio de amoxicilina com clavulanato por dez dias, prescrito em unidade de pronto atendimento, sem qualquer alteração no tamanho da lesão. Diante desse quadro clínico e da suspeita de neoplasia de glândula salivar, o próximo passo mais adequado para a investigação diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Sialografia da glândula parótida direita.
  2. B) Ultrassonografia cervical com Doppler.
  3. C) Biópsia incisional da massa parotídea.
  4. D) Punção aspirativa por agulha fina (PAAF).

Pérola Clínica

Nódulo em parótida indolor e de crescimento lento → PAAF é o padrão-ouro inicial para diagnóstico.

Resumo-Chave

A investigação de massas em glândulas salivares prioriza métodos minimamente invasivos como a PAAF para diferenciar lesões benignas de malignas antes da cirurgia.

Contexto Educacional

Massas na glândula parótida em pacientes idosos e tabagistas levantam suspeita tanto para adenoma pleomórfico quanto para tumor de Warthin ou malignidades. A preservação da mímica facial sugere que não há invasão direta do nervo facial, mas não exclui malignidade de baixo grau. A PAAF é o passo subsequente essencial por ser segura, rápida e altamente informativa. O diagnóstico diferencial também inclui processos inflamatórios (sialadenites) e linfonodomegalias intraparotídeas. Exames de imagem como Ultrassonografia com Doppler ou Ressonância Magnética podem complementar a avaliação da extensão local, mas a citopatologia obtida pela PAAF permanece como o pilar central para a decisão terapêutica inicial.

Perguntas Frequentes

Qual a utilidade da PAAF na parótida?

A PAAF possui alta sensibilidade e especificidade para distinguir entre processos inflamatórios, neoplasias benignas e malignas. Ela é fundamental para o planejamento cirúrgico, ajudando a decidir entre uma parotidectomia superficial ou total e a necessidade de preservação ou sacrifício de ramos do nervo facial em casos de malignidade confirmada.

Por que evitar a biópsia incisional em glândulas salivares?

A biópsia incisional é contraindicada em massas de glândulas salivares devido ao risco de disseminação de células tumorais no trajeto da biópsia (seeding), o que pode levar à recorrência local. Além disso, há um risco significativo de lesão iatrogênica de ramos do nervo facial e formação de fístulas salivares crônicas.

Quais os tumores de parótida mais comuns?

O adenoma pleomórfico é o tumor benigno mais frequente da parótida. O tumor de Warthin (cistadenolinfoma) é o segundo mais comum, ocorrendo tipicamente em homens idosos e tabagistas, podendo ser bilateral. Entre os malignos, o carcinoma mucoepidermoide é o mais prevalente.

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