AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Mulher, 18 anos, apresenta nódulo isolado em lobo direito da tireoide diagnosticado há 30 dias. Provas de função da tireoide normais. Ecografia demonstra lesão sólida com 2,5 cm de diâmetro. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para avaliação diagnóstica desse nódulo.
Nódulo tireoidiano sólido >1 cm com função normal → PAAF é a melhor conduta diagnóstica inicial.
A Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) guiada por ultrassom é o método mais eficaz para avaliar a natureza de um nódulo tireoidiano sólido, especialmente quando maior que 1 cm e com função tireoidiana normal, pois permite diferenciar lesões benignas de malignas.
A avaliação de nódulos tireoidianos é uma situação clínica comum e um tópico frequente em provas de residência. A prevalência de nódulos tireoidianos é alta, mas a maioria é benigna. O desafio reside em identificar os poucos que representam malignidade. A abordagem diagnóstica começa com a história clínica e exame físico, seguidos pela dosagem de TSH e ultrassonografia da tireoide. A ultrassonografia é crucial para caracterizar o nódulo (tamanho, composição, características de risco) e guiar a Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF). A PAAF é o método mais importante para diferenciar nódulos benignos de malignos e é indicada para nódulos sólidos maiores que 1 cm, ou menores com características ultrassonográficas suspeitas. Nódulos císticos puros geralmente têm baixo risco de malignidade. A cintilografia de tireoide é reservada para casos de TSH suprimido, para avaliar se o nódulo é hiperfuncionante ("quente"), o que geralmente indica benignidade. A cirurgia é considerada após a PAAF indicar malignidade ou lesão indeterminada com alto risco.
A PAAF é indicada para nódulos tireoidianos sólidos maiores que 1 cm, ou nódulos menores com características ultrassonográficas suspeitas (hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares, forma mais alta que larga), ou em pacientes com fatores de risco para malignidade.
A ultrassonografia é fundamental para caracterizar o nódulo (sólido, cístico, misto), medir seu tamanho, avaliar suas características de risco para malignidade e guiar a PAAF, aumentando a precisão do procedimento.
A cintilografia é mais útil para avaliar nódulos em pacientes com TSH suprimido, para diferenciar nódulos "quentes" (benignos, hiperfuncionantes) de "frios" (com maior risco de malignidade). Em nódulos com função normal, a PAAF é mais informativa para a citologia.
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