FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
A expressão "pulsus paradoxos" refere-se a uma queda na pressão sistólica > 10 mmHg com a inspiração que pode ser observada em algumas situações, EXCETO:
Pulsus paradoxus = queda >10 mmHg PAS na inspiração. Presente em tamponamento, DPOC grave, TEP maciça. AUSENTE em estenose aórtica grave.
O pulsus paradoxus é uma queda exagerada da pressão arterial sistólica (>10 mmHg) durante a inspiração. É um sinal clássico de tamponamento cardíaco, mas também pode ser encontrado em DPOC grave e embolia pulmonar maciça. Não é esperado na estenose aórtica grave, onde a obstrução fixa à saída do ventrículo esquerdo limita as variações de volume e pressão.
O pulsus paradoxus, ou pulso paradoxal, é um achado clínico importante que se refere a uma queda exagerada da pressão arterial sistólica (geralmente > 10 mmHg) durante a inspiração, em comparação com a expiração. Apesar do nome, não é paradoxal no sentido de ser o oposto do esperado, mas sim uma exacerbação de um fenômeno fisiológico normal (pequena queda da PAS na inspiração). Sua identificação é crucial para o diagnóstico de condições graves que afetam a hemodinâmica cardíaca e pulmonar. A fisiopatologia do pulsus paradoxus envolve o aumento do enchimento do ventrículo direito durante a inspiração, que, em certas condições, leva a um desvio do septo interventricular para a esquerda, comprometendo o enchimento do ventrículo esquerdo e, consequentemente, diminuindo o débito cardíaco e a pressão sistólica. As principais causas incluem tamponamento pericárdico (onde o pericárdio restringe o enchimento cardíaco), doença pulmonar obstrutiva grave (asma ou DPOC, devido às grandes variações de pressão intratorácica) e embolia pulmonar maciça (pelo aumento da pós-carga do VD). É fundamental para o residente reconhecer as condições em que o pulsus paradoxus está presente e, igualmente importante, aquelas em que ele está ausente, como na estenose aórtica grave. Nesta última, a obstrução fixa à saída do ventrículo esquerdo limita a capacidade de variação do débito cardíaco com a respiração, tornando o pulso paradoxal um achado improvável. A avaliação cuidadosa da pressão arterial durante o ciclo respiratório é uma habilidade clínica valiosa.
Pulsus paradoxus é uma queda da pressão arterial sistólica maior que 10 mmHg durante a inspiração, em comparação com a expiração.
As principais causas incluem tamponamento pericárdico, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave, asma grave, embolia pulmonar maciça e choque hipovolêmico grave.
Na estenose aórtica grave, a obstrução fixa à saída do ventrículo esquerdo impede grandes variações no volume sistólico e na pressão arterial com a respiração, tornando o pulsus paradoxus um achado incomum ou ausente.
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