AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
As anormalidades no pulso venoso jugular são úteis para a detecção de insuficiência cardíaca e alterações na pressão arterial pulmonar. Sobre esse assunto, analise a imagem a seguir, que apresenta ondas de pulsos venosos normais.Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as alterações nas ondas do pulso venoso às suas respectivas correspondências clínicas.Coluna 11. Onda A aumentada.2. Onda V gigante.3. Descenso Y proeminente.4. Descenso Y ausente.Coluna 2( ) Tamponamento cardíaco.( ) Estenose tricúspide.( ) Insuficiência tricúspide.( ) Pericardite constritiva.A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
PVJ: Onda A ↑ = Estenose Tricúspide; Onda V gigante = Insuficiência Tricúspide; Descenso Y proeminente = Pericardite Constritiva; Descenso Y ausente = Tamponamento Cardíaco.
As alterações nas ondas do pulso venoso jugular são cruciais para o diagnóstico de diversas patologias cardíacas. A onda A reflete a contração atrial, a onda V o enchimento atrial durante a sístole ventricular, e o descenso Y o esvaziamento atrial para o ventrículo direito. O reconhecimento desses padrões anormais é um pilar do exame físico cardiovascular.
O pulso venoso jugular (PVJ) é uma ferramenta semiológica valiosa para avaliar a função do coração direito e as pressões atriais. Sua análise permite inferir sobre o volume intravascular, a complacência ventricular e a presença de obstruções ao fluxo sanguíneo. A interpretação correta das ondas (a, c, v) e descensos (x, y) é fundamental para o diagnóstico de diversas cardiopatias. A onda 'a' reflete a contração atrial direita, sendo aumentada em condições que dificultam o esvaziamento atrial, como a estenose tricúspide ou a hipertensão pulmonar. A onda 'c' é um artefato da protusão da valva tricúspide para o átrio durante a sístole ventricular. A onda 'v' representa o enchimento passivo do átrio direito durante a sístole ventricular, tornando-se gigante na insuficiência tricúspide devido ao refluxo de sangue. Os descensos 'x' e 'y' são igualmente importantes. O descenso 'x' ocorre durante o relaxamento atrial e o esvaziamento atrial inicial. O descenso 'y' marca o esvaziamento rápido do átrio direito após a abertura da valva tricúspide. Um descenso 'y' proeminente é característico da pericardite constritiva, enquanto sua ausência ou atenuação é um sinal clássico de tamponamento cardíaco, onde o enchimento ventricular é restrito. Dominar essa semiologia é crucial para o raciocínio clínico.
Uma onda A aumentada indica uma resistência ao enchimento ventricular direito durante a contração atrial, sendo classicamente associada à estenose tricúspide ou à hipertensão pulmonar grave.
O descenso Y representa o esvaziamento rápido do átrio direito para o ventrículo direito após a abertura da valva tricúspide. Sua ausência ou atenuação sugere uma restrição ao enchimento ventricular direito, como ocorre no tamponamento cardíaco.
Na insuficiência tricúspide, há uma onda V gigante devido ao refluxo de sangue para o átrio direito durante a sístole ventricular. Na pericardite constritiva, o descenso Y é proeminente e rápido, seguido por um platô, devido ao enchimento ventricular rápido e abrupto limitado pela constrição pericárdica.
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