Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
Dentre as doenças a seguir a que cursa mais habitualmente com pulso paradoxal é:
Pulso paradoxal = queda > 10 mmHg PA sistólica na inspiração → Tamponamento Cardíaco.
O pulso paradoxal, caracterizado por uma queda exagerada (>10 mmHg) da pressão arterial sistólica durante a inspiração, é um sinal clássico do tamponamento cardíaco. Sua fisiopatologia envolve o aumento do enchimento do ventrículo direito às custas do esquerdo devido à restrição pericárdica.
O pulso paradoxal é um achado clínico de grande importância, especialmente em emergências cardiológicas. Ele se refere a uma diminuição exagerada (>10 mmHg) da pressão arterial sistólica durante a inspiração normal. Embora o termo 'paradoxal' possa sugerir o desaparecimento do pulso, ele na verdade descreve a queda acentuada da pressão sistólica. Sua identificação é crucial para o diagnóstico de condições graves que afetam a hemodinâmica cardíaca. A principal causa do pulso paradoxal é o tamponamento cardíaco, uma emergência médica caracterizada pelo acúmulo de líquido no saco pericárdico, que impede o coração de se encher adequadamente. A fisiopatologia envolve a interdependência ventricular: durante a inspiração, o aumento do retorno venoso para o ventrículo direito leva à sua expansão, que, devido à restrição imposta pelo pericárdio tenso, comprime o ventrículo esquerdo, diminuindo seu enchimento e, consequentemente, o débito cardíaco e a pressão arterial sistólica. Outras causas incluem asma grave, DPOC e embolia pulmonar maciça, mas o tamponamento é o protótipo. Para residentes e estudantes, a capacidade de identificar o pulso paradoxal e associá-lo corretamente ao tamponamento cardíaco é um diferencial no manejo de pacientes críticos. O diagnóstico precoce e a intervenção (pericardiocentese) são vitais para a sobrevida do paciente. A medida do pulso paradoxal deve ser realizada com esfigmomanômetro, observando a diferença entre a pressão sistólica na expiração e na inspiração.
Pulso paradoxal é uma queda na pressão arterial sistólica maior que 10 mmHg durante a inspiração. É detectado ao insuflar o manguito do esfigmomanômetro acima da pressão sistólica e observar a diferença entre a pressão em que os sons de Korotkoff são audíveis apenas na expiração e a pressão em que são audíveis durante todo o ciclo respiratório.
A doença que mais habitualmente cursa com pulso paradoxal é o tamponamento cardíaco, uma condição grave onde há acúmulo de líquido no pericárdio, restringindo o enchimento diastólico do coração.
No tamponamento cardíaco, a inspiração aumenta o retorno venoso para o ventrículo direito, que, devido à restrição pericárdica, se expande às custas do ventrículo esquerdo (interdependência ventricular). Isso reduz o enchimento do ventrículo esquerdo, diminuindo seu volume sistólico e, consequentemente, a pressão arterial sistólica durante a inspiração.
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