FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Das patologias abaixo, a que mais frequentemente evolui com pulso paradoxal é:
Pulso paradoxal → queda >10 mmHg PAS na inspiração, comum em tamponamento cardíaco e pericardite constritiva.
O pulso paradoxal é uma queda exagerada da pressão arterial sistólica (>10 mmHg) durante a inspiração. Embora classicamente associado ao tamponamento cardíaco, também é um achado importante na pericardite constritiva, asma grave e DPOC exacerbado, indicando comprometimento hemodinâmico.
O pulso paradoxal é um sinal clínico importante que reflete uma exacerbação da queda fisiológica da pressão arterial sistólica durante a inspiração. É definido como uma diminuição da pressão arterial sistólica em mais de 10 mmHg durante a inspiração, em comparação com a expiração. Sua identificação é crucial para o diagnóstico de condições graves que afetam a hemodinâmica cardíaca. A fisiopatologia envolve o aumento do retorno venoso para o ventrículo direito durante a inspiração, que, em condições de restrição pericárdica (como no tamponamento ou pericardite constritiva) ou hiperinsuflação pulmonar (asma grave, DPOC), causa um desvio do septo interventricular para a esquerda. Isso compromete o enchimento diastólico do ventrículo esquerdo, reduzindo seu volume sistólico e, consequentemente, o débito cardíaco e a pressão arterial sistólica. Embora o tamponamento cardíaco seja a causa mais clássica, a pericardite constritiva é outra condição importante onde o pulso paradoxal pode ser proeminente. O reconhecimento desse sinal é fundamental para o raciocínio clínico e a tomada de decisões rápidas, especialmente em cenários de emergência, auxiliando na diferenciação de causas de choque e dispneia.
O pulso paradoxal é detectado pela queda da pressão arterial sistólica em mais de 10 mmHg durante a inspiração, podendo ser palpado como uma diminuição ou desaparecimento do pulso radial.
Na inspiração, o aumento do retorno venoso para o ventrículo direito expande-o, deslocando o septo interventricular para a esquerda, o que reduz o enchimento do ventrículo esquerdo e, consequentemente, o débito cardíaco e a pressão arterial.
É mais frequentemente observado em tamponamento cardíaco, pericardite constritiva, asma grave, DPOC exacerbado, embolia pulmonar maciça e choque hipovolêmico grave.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo