Puerpério Fisiológico e Contracepção na Lactação

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Beatriz, 28 anos, primípara, comparece à consulta de revisão puerperal no 10º dia após parto vaginal espontâneo e sem intercorrências. Relata que o sangramento vaginal, inicialmente vermelho vivo e abundante, tornou-se rosado e em menor quantidade há cerca de três dias. Queixa-se de episódios de sudorese profusa, especialmente durante a noite, e calafrios ocasionais nos primeiros quatro dias pós-parto, embora não tenha aferido febre em nenhum momento. Está em aleitamento materno exclusivo e nega dores abdominais ou disúria. Ao exame físico: paciente em bom estado geral, hidratada, afebril (36,4 °C), mamas cheias, sem sinais inflamatórios e com mamilos íntegros. O fundo uterino é palpado a meio caminho entre a cicatriz umbilical e a sínfise púbica, apresentando consistência firme e sendo indolor à palpação. Ao exame especular, observa-se conteúdo serossanguinolento em pequena quantidade no fundo de saco vaginal, sem odor fétido. A paciente solicita orientações sobre o quadro e deseja iniciar um método contraceptivo que não interfira na amamentação. Com base nos achados clínicos descritos, a interpretação do quadro e a conduta adequada são:

Alternativas

  1. A) Suspeitar de restos ovulares ou endometrite subaguda devido à persistência do útero palpável abdominalmente; solicitar ultrassonografia pélvica de urgência e iniciar antibioticoterapia empírica com cefalexina.
  2. B) Identificar o sangramento como lochia alba precoce e a sudorese como sinal de tireoidite pós-parto; iniciar propranolol para controle adrenérgico e inserir o dispositivo intrauterino (DIU) de cobre imediatamente.
  3. C) Diagnosticar subinvolução uterina pelo nível do fundo uterino; prescrever metilergometrina por três dias e orientar que o uso de métodos hormonais só deve ocorrer após o retorno da menstruação.
  4. D) Reconhecer o quadro como puerpério fisiológico, com lochia serosa e involução uterina compatível com o período; orientar o uso de progestagênio isolado (minipílula ou injetável trimestral) a partir da 6ª semana pós-parto.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo