Puericultura do Lactente: Manejo do Refluxo e Amamentação

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025

Enunciado

Uma lactente de 23 dias de vida é levada por sua genitora para a primeira consulta de puericultura no posto de saúde. A família não possui a alta da maternidade, de modo que não há informação sobre o peso do nascimento. A mãe se queixa de que o bebê apresenta refluxo após as mamadas. Na consulta atual, está pesando 3.150g. Está em aleitamento materno exclusivo em livre demanda. Sua mãe, uma adolescente de 17 anos, tem dificuldade de entender as orientações e se encontra em situação de vulnerabilidade social. Ao exame, o bebê está ativo, sem sinais de desidratação ou negligência. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para esse caso.

Alternativas

  1. A) Revisar a técnica de amamentação, abordar as dificuldades maternas e rever o peso do bebê em até 72 horas.
  2. B) Prescrever o uso de fórmula láctea hidrolisada e suspender o aleitamento materno.
  3. C) Prescrever uma medicação galactagogo para aumentar a produção de leite materno.
  4. D) Revisar a técnica de amamentação, estimular o aleitamento materno misto e rever o peso do bebê em 7 dias.
  5. E) Manter o aleitamento materno, mas orientar a mãe a fornecer fórmula láctea após cada mamada para otimizar o ganho de peso do bebê.

Pérola Clínica

Lactente com refluxo e mãe adolescente em vulnerabilidade → Revisar amamentação, suporte materno, reavaliar peso em 72h.

Resumo-Chave

Em um lactente com refluxo e ganho de peso incerto (sem peso de nascimento), a primeira conduta é otimizar a amamentação. A revisão da técnica é crucial, especialmente com mãe adolescente em vulnerabilidade, que precisa de suporte e reavaliação precoce para garantir o adequado desenvolvimento e ganho ponderal.

Contexto Educacional

A puericultura nos primeiros dias de vida é um pilar fundamental da saúde materno-infantil, visando monitorar o desenvolvimento do recém-nascido e oferecer suporte à família. Em casos como o descrito, onde há queixa de refluxo, ausência de peso de nascimento e uma mãe adolescente em vulnerabilidade social, a abordagem deve ser holística e centrada na promoção do aleitamento materno exclusivo. O refluxo gastroesofágico é comum em lactentes e, na maioria das vezes, é fisiológico, resolvendo-se espontaneamente. Antes de qualquer intervenção medicamentosa ou introdução de fórmula, é imperativo avaliar a técnica de amamentação. Uma pega inadequada ou posicionamento incorreto podem levar à aerofagia e regurgitações. Além disso, a ausência do peso de nascimento dificulta a avaliação do ganho ponderal, tornando a reavaliação precoce do peso (em 48-72 horas) essencial para garantir que o bebê esteja recebendo leite suficiente. Para residentes, é crucial desenvolver habilidades de comunicação e acolhimento, especialmente ao lidar com mães adolescentes e em situação de vulnerabilidade. Oferecer orientações claras, demonstrar a técnica de amamentação, e garantir o suporte contínuo são ações prioritárias. A introdução de fórmulas ou medicamentos sem uma avaliação completa e tentativa de otimização do aleitamento materno pode ser prejudicial, comprometendo a saúde do bebê e a confiança da mãe.

Perguntas Frequentes

Qual a importância de revisar a técnica de amamentação em casos de refluxo?

A revisão da técnica de amamentação é fundamental, pois uma pega incorreta pode levar à deglutição de ar, contribuindo para o refluxo e desconforto do bebê. Além disso, garante a transferência eficaz do leite e um ganho de peso adequado.

Por que é importante reavaliar o peso do bebê em 72 horas neste cenário?

A reavaliação precoce do peso em 72 horas é crucial para monitorar o ganho ponderal, especialmente na ausência do peso de nascimento e com queixa de refluxo. Isso permite identificar rapidamente problemas na amamentação ou no estado nutricional do bebê e intervir prontamente.

Como abordar as dificuldades de uma mãe adolescente em situação de vulnerabilidade social?

É essencial oferecer um acolhimento empático, usar linguagem clara e acessível, e fornecer suporte psicossocial. Conectar a mãe a redes de apoio e serviços sociais pode ser tão importante quanto as orientações clínicas para garantir o bem-estar materno-infantil.

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