Puericultura e Manejo de Agravos Comuns na APS

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026

Enunciado

Durante o acompanhamento de crianças na Atenção Primária à Saúde (APS), o profissional deve integrar ações de promoção, prevenção e cuidado no contexto da puericultura e no manejo de agravos comuns, como diarreia e doenças respiratórias agudas (IRA). Sobre essas ações, analise as afirmativas abaixo: I. A puericultura é o momento ideal para monitorar o crescimento e o desenvolvimento infantil, revisar o calendário vacinal, avaliar o estado nutricional e orientar a família, fortalecendo o vínculo e a promoção da saúde. II. Em casos de diarreia aguda sem sinais de desidratação, a conduta prioritária é manter a alimentação habitual, garantir hidratação oral com Soro de Reidratação Oral (SRO) e orientar os sinais de alarme para retorno. III. Em doenças respiratórias agudas leves, como resfriados comuns, recomenda-se realizar painel viral para se decidir na introdução ou não de oseltamivir. IV. A pneumonia é uma das principais causas de mortalidade infantil e deve ser suspeitada na presença de taquipneia e esforço respiratório, sendo o diagnóstico baseado em critérios clínicos na APS. V. O acompanhamento do desenvolvimento infantil deve incluir observação do comportamento, da linguagem e da interação social, permitindo identificar precocemente atrasos ou sinais de risco para transtornos do neurodesenvolvimento. Está correto o que se afirma em:

Alternativas

  1. A) I, II, IV e V, apenas.
  2. B) I, II e IV, apenas.
  3. C) II, III e IV, apenas.
  4. D) I, III e V, apenas.
  5. E) I, II, III, IV e V.

Pérola Clínica

Pneumonia na APS = taquipneia + esforço; Diarreia = SRO + manter dieta; Resfriado ≠ Oseltamivir.

Resumo-Chave

A puericultura integra vigilância do crescimento e desenvolvimento. Na diarreia, o foco é hidratação e nutrição; na pneumonia, o diagnóstico é clínico baseado na frequência respiratória.

Contexto Educacional

A puericultura é o eixo central da pediatria na APS, permitindo a detecção precoce de atrasos no desenvolvimento e a promoção de saúde através da imunização e orientações nutricionais. O manejo de doenças prevalentes como diarreia e pneumonia segue protocolos do Ministério da Saúde e da estratégia AIDPI (Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância), priorizando intervenções de baixo custo e alto impacto, como a reidratação oral e o uso de critérios clínicos para antibioticoterapia.

Perguntas Frequentes

Como diagnosticar pneumonia na APS?

O diagnóstico de pneumonia na Atenção Primária à Saúde é eminentemente clínico. Os principais sinais preditores em crianças são a taquipneia (aumento da frequência respiratória para a idade) e o esforço respiratório (tiragem subcostal). A radiografia de tórax não é obrigatória para o início do tratamento em casos ambulatoriais típicos, devendo ser reservada para casos de dúvida diagnóstica, falha terapêutica ou suspeita de complicações como derrame pleural.

Qual a conduta na diarreia aguda sem desidratação?

Para crianças com diarreia aguda sem sinais de desidratação (Plano A), a conduta baseia-se em quatro pilares: aumentar a oferta de líquidos (incluindo Soro de Reidratação Oral após cada evacuação diarreica), manter a alimentação habitual para prevenir desnutrição, suplementar zinco por 10 a 14 dias e orientar a família sobre sinais de perigo (vômitos persistentes, recusa alimentar, sangue nas fezes) que indicam necessidade de retorno imediato.

Quando indicar Oseltamivir em quadros respiratórios?

O Oseltamivir é indicado para casos de Síndrome Gripal com alto risco de complicações (como crianças menores de 2 anos, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas) ou em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Não deve ser utilizado rotineiramente para resfriados comuns ou quadros virais leves em pacientes sem fatores de risco, onde o tratamento é apenas sintomático e de suporte.

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