ENARE/ENAMED — Prova 2021
Durante o acompanhamento de puericultura, é possível identificar critérios que classifiquem a criança como de alto risco, podendo ser ao nascimento ou adquirido. Embora esses critérios possam variar, qual dos seguintes NÃO representa um fator de risco para essa classificação?
Fatores de risco em puericultura são socioeconômicos, biológicos ou psicossociais; saúde suplementar NÃO é risco.
A classificação de uma criança como de alto risco na puericultura considera fatores biológicos (ex: baixo peso ao nascer), socioeconômicos (ex: baixa renda, analfabetismo materno) e psicossociais (ex: criança indesejada). A utilização de saúde suplementar, por si só, não é um fator de risco, podendo até indicar melhor acesso a serviços de saúde.
A puericultura de alto risco é um conceito fundamental na pediatria, visando identificar crianças que necessitam de acompanhamento mais intensivo devido a condições que podem comprometer seu desenvolvimento e saúde. A identificação precoce desses fatores permite a implementação de intervenções direcionadas, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida da criança. Os critérios de risco podem ser biológicos (relacionados à saúde da criança ao nascer ou adquiridos), socioeconômicos (ligados ao ambiente familiar e comunitário) ou psicossociais. Entre os fatores biológicos, destacam-se o baixo peso ao nascer, a prematuridade e a presença de doenças congênitas. Os fatores socioeconômicos incluem a baixa escolaridade materna, a ausência de renda familiar e condições de moradia precárias, que impactam diretamente o acesso a alimentação adequada, saneamento e cuidados de saúde. Fatores psicossociais, como a criança ser indesejada ou a presença de violência doméstica, afetam o vínculo e o desenvolvimento emocional. É crucial que o profissional de saúde saiba diferenciar um fator de risco real de uma condição que não representa risco, como a utilização de saúde suplementar. Esta, na verdade, pode ser um indicativo de maior acesso a serviços de saúde, e não de vulnerabilidade. A compreensão aprofundada desses critérios é essencial para a prática clínica e para a formulação de políticas públicas de saúde infantil, garantindo um cuidado integral e equitativo.
Os principais fatores biológicos incluem baixo peso ao nascer (<2500g), prematuridade, malformações congênitas, intercorrências no período neonatal (ex: asfixia, infecções graves) e doenças crônicas.
Fatores socioeconômicos como baixa renda familiar, desemprego dos pais, baixo nível de escolaridade materno (analfabetismo), moradia inadequada e falta de saneamento básico aumentam a vulnerabilidade da criança a doenças e problemas de desenvolvimento, classificando-a como de alto risco.
Uma criança manifestadamente indesejada pode sofrer negligência, abuso, falta de estímulo e menor investimento afetivo e material por parte dos cuidadores, impactando negativamente seu desenvolvimento físico, emocional e social, configurando um risco psicossocial significativo.
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