PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Adolescente de 15 anos de idade vai à Unidade Básica de Saúde trazida pela mãe, para avaliação ginecológica. Paciente ainda não teve menarca. Refere surgimento de brotos mamários bilateralmente há um mês. Peso e estatura nos percentis 40 para a idade e o sexo. Ao exame físico, presença de broto mamário bilateralmente e pêlos pubianos iniciais (M2P2). Genitália externa sem alterações. Qual a conduta MAIS ADEQUADA em relação ao caso?
Adolescente feminina com 15 anos sem menarca e telarca recente (M2P2) → puberdade fisiológica, mas atrasada. Investigar causas de puberdade tardia.
A questão descreve uma adolescente de 15 anos com telarca recente (M2P2) e ausência de menarca. Embora a telarca tenha surgido, a idade de 15 anos sem menarca já configura puberdade tardia, que requer investigação hormonal para descartar causas patológicas.
A puberdade tardia é uma condição que gera grande preocupação em adolescentes e seus pais, sendo definida em meninas pela ausência de telarca aos 13 anos ou ausência de menarca aos 15 anos, ou um intervalo de mais de 5 anos entre telarca e menarca. Embora a causa mais comum seja o atraso constitucional do crescimento e puberdade, é imperativo investigar outras etiologias, que podem variar de condições genéticas a distúrbios endócrinos. No caso apresentado, a adolescente de 15 anos com telarca recente e sem menarca se enquadra no critério de puberdade tardia pela ausência de menarca aos 15 anos. Mesmo com o início dos brotos mamários, a idade cronológica exige uma investigação mais aprofundada. A avaliação inicial deve incluir um exame físico detalhado, estadiamento de Tanner e exames laboratoriais, como FSH, LH, estradiol e prolactina, para determinar a origem do atraso. A conduta adequada para residentes é não apenas tranquilizar, mas também iniciar a investigação diagnóstica. O encaminhamento ao endocrinologista pediátrico é frequentemente necessário para um manejo especializado, que pode incluir exames de imagem (como idade óssea ou ultrassonografia pélvica) e, se necessário, terapia hormonal. O objetivo é identificar a causa subjacente e, se possível, tratar para permitir o desenvolvimento puberal adequado e prevenir complicações a longo prazo.
Em meninas, a puberdade tardia é definida pela ausência de desenvolvimento mamário (telarca) aos 13 anos de idade ou pela ausência de menarca aos 15 anos de idade, ou ainda se houver um intervalo superior a 5 anos entre o início da telarca e a menarca.
Na avaliação da puberdade tardia feminina, exames hormonais como FSH, LH, Estradiol, Prolactina e TSH são comumente solicitados para investigar a causa, diferenciando entre hipogonadismo hipogonadotrófico e hipergonadotrófico.
A sequência normal dos eventos puberais em meninas geralmente começa com a telarca (desenvolvimento mamário), seguida pela pubarca (surgimento de pelos pubianos) e, por fim, a menarca (primeira menstruação), que ocorre em média 2 a 2,5 anos após o início da telarca.
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