HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Paciente de 7 anos de idade, feminina, vem ao consultório para consulta de rotina, mãe refere sudorese exagerada e cheiro forte nas axilas. Na anamnese a mãe teve menarca aos 13 anos. Ao exame apresenta desenvolvimento de M3 e P2 segundo classificação de Tanner. Sua conduta;
Menina < 8 anos com M3/P2 (Tanner) = Puberdade Precoce → Investigar com idade óssea e ecografia pélvica.
Uma menina de 7 anos com desenvolvimento mamário M3 e pelos pubianos P2, segundo Tanner, configura puberdade precoce (início de caracteres sexuais secundários antes dos 8 anos). A investigação é essencial para determinar a etiologia (central ou periférica) e inclui idade óssea (para avaliar o potencial de crescimento), ecografia pélvica (para avaliar útero e ovários) e encaminhamento ao endocrinologista pediátrico.
A puberdade precoce é definida pelo aparecimento de caracteres sexuais secundários antes da idade de 8 anos em meninas e 9 anos em meninos. É uma condição que requer atenção e investigação, pois pode ter implicações significativas na altura final do indivíduo e no seu desenvolvimento psicossocial. No caso de meninas, o desenvolvimento mamário (telarca) é geralmente o primeiro sinal, seguido pelo aparecimento de pelos pubianos (pubarca) e odor axilar (adrenarca). A classificação de Tanner é uma ferramenta essencial para estadiar o desenvolvimento puberal. Uma menina de 7 anos com M3 (mamas bem desenvolvidas, sem separação do contorno da mama do contorno da aréola) e P2 (pelos pubianos escuros, esparsos e lisos, principalmente ao longo dos grandes lábios) claramente se enquadra nos critérios de puberdade precoce. A sudorese exagerada e o cheiro forte nas axilas também são sinais de adrenarca precoce, que pode ou não estar associada à puberdade precoce central. A conduta inicial deve ser a investigação para determinar a etiologia da puberdade precoce, que pode ser central (dependente do GnRH, mais comum) ou periférica (independente do GnRH). Os exames complementares incluem a radiografia de punho e mão esquerda para avaliação da idade óssea (que indica o tempo de exposição aos esteroides sexuais e o potencial de crescimento), e a ecografia pélvica para avaliar o tamanho do útero e ovários, que estarão aumentados na puberdade precoce central. Exames hormonais também são necessários. O encaminhamento a um endocrinologista pediátrico é fundamental para o diagnóstico preciso e manejo adequado, que pode incluir o uso de análogos de GnRH para suprimir a progressão puberal e preservar o potencial de altura.
O diagnóstico de puberdade precoce em meninas é feito quando há o aparecimento de caracteres sexuais secundários (desenvolvimento mamário, pelos pubianos, odor axilar) antes dos 8 anos de idade.
A investigação inclui a determinação da idade óssea (radiografia de punho e mão esquerda), ecografia pélvica (para avaliar volume uterino e ovariano), e exames hormonais (LH, FSH, estradiol, testosterona, DHEA-S) para diferenciar puberdade precoce central de periférica.
A idade óssea é um indicador do tempo de exposição aos esteroides sexuais e do potencial de crescimento residual. Uma idade óssea avançada em relação à idade cronológica sugere um fechamento precoce das epífises e, consequentemente, uma estatura final comprometida.
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