ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma menina de 6 anos é levada pela mãe ao ginecologista por ter iniciado desenvolvimento mamário há 4 meses. Ao exame físico, apresenta mamas em estágio M2 de Tanner e genitália em estágio P1 de Tanner. De acordo com o gráfico de velocidade de crescimento, a paciente manteve um padrão de 4 cm/ano no último ano. Realizada uma radiografia de mão e de punhos pelo método de Greulich-Pyle, identifica-se que a idade óssea da criança é estimada em 6 anos e 2 meses. A dosagem hormonal de LH é 1,2 UI/L.Considerando as informações acima, o diagnóstico mais provável é:
Menina < 8 anos com M2, idade óssea avançada, velocidade crescimento ↑ e LH basal > 0,3 UI/L → Puberdade Precoce Central.
O diagnóstico de puberdade precoce central em meninas é feito pela presença de características sexuais secundárias antes dos 8 anos, associado a sinais de ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A idade óssea avançada, velocidade de crescimento acelerada e LH basal elevado (ou após estímulo com GnRH) são critérios diagnósticos chave.
A puberdade precoce central (PPC) é definida pelo desenvolvimento de características sexuais secundárias antes dos 8 anos em meninas e 9 anos em meninos, devido à ativação prematura do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. Em meninas, a telarca (desenvolvimento mamário) é geralmente o primeiro sinal. A epidemiologia mostra que a PPC é mais comum em meninas e, na maioria dos casos, idiopática. O diagnóstico precoce é crucial para evitar comprometimento da estatura final e impactos psicossociais. O diagnóstico da PPC baseia-se em uma combinação de achados clínicos e laboratoriais. Clinicamente, observa-se o desenvolvimento de mamas (M2 ou superior de Tanner) e/ou pelos pubianos (P2 ou superior de Tanner), aceleração da velocidade de crescimento e avanço da idade óssea (determinada por radiografia de mão e punho, método de Greulich-Pyle). Laboratorialmente, a elevação do LH basal (geralmente >0,3 UI/L ou >0,6 UI/L, dependendo do ensaio) é um indicador de ativação do eixo. O teste de estímulo com GnRH, com um pico de LH >5 UI/L, é o padrão-ouro para confirmar a ativação central. O tratamento da PPC envolve o uso de análogos do GnRH para suprimir a secreção de gonadotrofinas, interrompendo a progressão puberal e preservando a estatura final. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado. É fundamental diferenciar a PPC de variantes benignas como a telarca precoce isolada, onde apenas há desenvolvimento mamário sem outros sinais de progressão puberal, sem avanço da idade óssea ou aceleração do crescimento, e com LH basal baixo.
O diagnóstico inclui o início de características sexuais secundárias antes dos 8 anos, avanço da idade óssea, aceleração da velocidade de crescimento e níveis de LH basal elevados (>0,3 UI/L ou >0,6 UI/L dependendo do laboratório) ou LH pico >5 UI/L após teste de estímulo com GnRH.
Na telarca precoce isolada, há apenas desenvolvimento mamário sem outros sinais puberais, sem avanço da idade óssea, sem aceleração do crescimento e com LH basal baixo. Na puberdade precoce central, todos esses sinais estão presentes.
A idade óssea avançada em relação à idade cronológica indica um processo puberal em andamento e é um marcador importante para o diagnóstico e acompanhamento da puberdade precoce, pois prediz a estatura final.
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