INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Menina de 7 anos e 6 meses é encaminhada ao ambulatório de pediatria porque sua família percebeu surgimento de broto mamário há cerca de 3 meses. O exame físico revela que seu estadiamento puberal é M2P1 e sua estatura está próxima ao escore Z +2 para a idade, com peso em escore Z 0. Um exame de radiografia simples de punho, solicitado pelo médico da atenção primária, mostra idade óssea compatível com 9 anos e 6 meses. Considerando essa situação, assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica, seguida de sua justificativa.
Menina < 8a com telarca + idade óssea avançada + crescimento acelerado → Puberdade Precoce Central.
A puberdade precoce central é caracterizada pela ativação prematura do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, resultando em desenvolvimento de caracteres sexuais secundários antes dos 8 anos em meninas. O avanço da idade óssea em relação à idade cronológica é um achado crucial, indicando a exposição prolongada a esteroides sexuais e o risco de comprometimento da estatura final.
A puberdade precoce central (PPC) é uma condição endócrina pediátrica caracterizada pelo início dos caracteres sexuais secundários antes da idade cronológica esperada (antes dos 8 anos em meninas e 9 anos em meninos). Sua prevalência é maior em meninas, sendo frequentemente idiopática. É crucial o diagnóstico precoce para evitar o comprometimento da estatura final e o impacto psicossocial, além de investigar causas subjacentes, como tumores do sistema nervoso central. A fisiopatologia da PPC envolve a ativação prematura do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, levando à secreção pulsátil de GnRH, que estimula a hipófise a liberar gonadotrofinas (LH e FSH), que por sua vez estimulam as gônadas a produzir esteroides sexuais. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica (estadiamento de Tanner, velocidade de crescimento), radiológica (idade óssea) e laboratorial (teste de estímulo com GnRH para LH e FSH). O avanço da idade óssea é um dos pilares diagnósticos, indicando a progressão da maturação esquelética. O tratamento da PPC é feito com análogos do GnRH, que suprimem a secreção de gonadotrofinas, interrompendo a progressão puberal e preservando a estatura final. O acompanhamento regular é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar a dose, se necessário. O prognóstico é geralmente bom quando o tratamento é iniciado precocemente, permitindo que a criança atinja uma estatura adulta dentro do seu potencial genético.
O diagnóstico de puberdade precoce central em meninas é feito pela presença de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários (telarca, pubarca) antes dos 8 anos, associado a um avanço significativo da idade óssea em relação à idade cronológica e, frequentemente, um crescimento acelerado. A confirmação laboratorial envolve o teste de estímulo com GnRH, que demonstra resposta puberal.
A idade óssea é um marcador crucial da exposição cumulativa aos esteroides sexuais. Um avanço de 2 anos ou mais em relação à idade cronológica, como no caso da questão, é um forte indicativo de puberdade precoce central e sugere um impacto potencial na estatura final da criança, justificando a investigação e o tratamento.
A telarca isolada precoce é o desenvolvimento mamário antes dos 8 anos sem outros sinais puberais, sem avanço significativo da idade óssea e com taxa de crescimento normal. Já a puberdade precoce central apresenta avanço da idade óssea, crescimento acelerado e geralmente outros sinais puberais, como pubarca, indicando ativação completa do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal.
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