UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
Criança de 10 anos, sexo feminino, comparece a UBS com queixa de baixa estatura, desenvolvimento de brotos mamários e pelos pubianos. Ao exame você percebe alterações discretas e resolve pedir além dos exames de sangue, exames de imagem complementares. Assim para uma melhor avaliação você solicita:
Baixa estatura + puberdade precoce → US pélvica (ovários/útero) + Rx mãos/punhos (idade óssea).
A ultrassonografia pélvica é essencial para avaliar o desenvolvimento uterino e ovariano, indicando puberdade precoce central. A radiografia de mãos e punhos é crucial para determinar a idade óssea, que pode estar avançada na puberdade precoce, impactando a estatura final.
A puberdade precoce é definida como o aparecimento de características sexuais secundárias antes dos 8 anos em meninas e dos 9 anos em meninos. Em meninas, a telarca (desenvolvimento mamário) é o primeiro sinal mais comum. A associação com baixa estatura é um alerta, pois o avanço da idade óssea pode levar ao fechamento precoce das epífises, comprometendo a estatura final do adulto. A investigação é crucial para diferenciar puberdade precoce central (dependente de GnRH) de periférica (independente de GnRH) e de variantes benignas. A avaliação diagnóstica de puberdade precoce e baixa estatura requer uma abordagem multidisciplinar, incluindo exames laboratoriais hormonais e exames de imagem. A ultrassonografia pélvica é fundamental para avaliar o desenvolvimento uterino e ovariano, sendo um indicador importante da ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. Um volume uterino aumentado e a presença de folículos ovarianos múltiplos são achados sugestivos de puberdade precoce central. Complementarmente, a radiografia de mãos e punhos para determinação da idade óssea é indispensável. O avanço da idade óssea em relação à idade cronológica é um forte indicativo de puberdade precoce e um fator prognóstico para a estatura final. Para residentes, a compreensão da importância desses exames e sua correta interpretação são vitais para o diagnóstico preciso e o manejo adequado, que pode incluir o uso de análogos de GnRH para frear a progressão puberal e preservar o potencial de crescimento.
Em meninas, os primeiros sinais de puberdade precoce são geralmente o desenvolvimento de brotos mamários (telarca) antes dos 8 anos, seguido pelo aparecimento de pelos pubianos (pubarca).
A radiografia de mãos e punhos permite determinar a idade óssea da criança. Na puberdade precoce, a idade óssea geralmente está avançada em relação à idade cronológica, o que pode comprometer a estatura final.
A ultrassonografia pélvica avalia o tamanho do útero e dos ovários, além da presença de folículos ovarianos. Um útero com volume > 1,8-2,0 cm³ e ovários com múltiplos folículos são indicativos de puberdade precoce central.
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