UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
Ana Clara, 7 anos de idade, procurou a Unidade Básica de Saúde com sua mãe pois apresenta broto mamário há 1 ano, pubarca há seis meses e crescimento acelerado. Família com altura no Z-escore 0. Ao exame físico: Crescimento e peso Z - escore +1, M3 P2. A sequência e o desenvolvimento puberal desta menina é compatível com:
Puberdade precoce central → desenvolvimento puberal antes dos 8 anos em meninas, com progressão e crescimento acelerado.
A puberdade precoce central (PPC) é caracterizada pela ativação prematura do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, resultando em desenvolvimento puberal progressivo antes dos 8 anos em meninas. Sinais como telarca, pubarca e crescimento acelerado, com estadiamento de Tanner M3 P2 aos 7 anos, são compatíveis com PPC, indicando a necessidade de investigação e tratamento.
A puberdade precoce central (PPC) é uma condição endócrina pediátrica caracterizada pelo início do desenvolvimento puberal antes da idade cronológica esperada (antes dos 8 anos em meninas e 9 anos em meninos). É mais comum em meninas e resulta da ativação prematura do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, levando à secreção de gonadotrofinas e esteroides sexuais. O reconhecimento precoce é fundamental para evitar o comprometimento da estatura final e impactos psicossociais. Os sinais clínicos da PPC em meninas incluem o aparecimento de broto mamário (telarca), pelos pubianos (pubarca) e, frequentemente, um crescimento acelerado com avanço da idade óssea. O estadiamento de Tanner (M3 P2) aos 7 anos, como no caso apresentado, indica um desenvolvimento puberal significativo e progressivo. O diagnóstico diferencial inclui a telarca precoce isolada e a adrenarca precoce isolada, que são variantes benignas e não progressivas, e a puberdade precoce periférica, que é GnRH-independente. O tratamento da PPC visa interromper a progressão puberal e preservar a estatura final, geralmente com análogos do GnRH. A avaliação diagnóstica envolve a anamnese detalhada, exame físico completo com estadiamento de Tanner, determinação da idade óssea, e testes laboratoriais como dosagem de gonadotrofinas (LH e FSH) e esteroides sexuais, além do teste de estímulo com GnRH para confirmar a centralidade. A identificação e manejo adequados são cruciais para o prognóstico a longo prazo da criança.
O diagnóstico de puberdade precoce central em meninas é feito pela presença de sinais de puberdade (telarca, pubarca) antes dos 8 anos, com progressão dos caracteres sexuais secundários, avanço da idade óssea e resposta puberal ao teste de estímulo com GnRH.
A puberdade precoce central é GnRH-dependente, com ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, enquanto a periférica é GnRH-independente, causada por fontes extragonadais ou gonadais autônomas de esteroides sexuais, sem ativação do eixo.
O crescimento acelerado e o avanço da idade óssea são indicativos de exposição prolongada a esteroides sexuais, sugerindo uma puberdade precoce verdadeira e progressiva, com risco de baixa estatura final se não tratada, sendo cruciais na avaliação diagnóstica.
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