CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011
A figura ilustra o peroperatório de técnica cirúrgica para correção de:
Ptose de supercílio → Correção via incisão supraciliar (Castanares), temporal ou endoscópica.
A correção da ptose de supercílio é essencial para restaurar a anatomia do terço superior da face, tratando a pseudodermatocalase e melhorando o campo visual superior.
A ptose de supercílio decorre da perda de sustentação dos tecidos moles da fronte e da ação predominante dos músculos depressores (orbicular, corrugador e prócer) sobre o músculo frontal. Cirurgicamente, a imagem clássica de ressecção de pele em forma de 'elipse' ou 'asa de gaivota' logo acima dos supercílios refere-se à técnica direta. Embora eficaz, deve-se ter cautela com a cicatriz resultante, sendo muitas vezes preferidas abordagens em que a cicatriz fica escondida no couro cabeludo.
É o posicionamento da sobrancelha abaixo da borda orbital superior. Isso pode causar um aspecto de 'olhar cansado' e contribuir para o excesso de pele sobre as pálpebras superiores (pseudodermatocalase).
As técnicas incluem a suspensão direta (incisão logo acima dos pelos - Castanares), o levantamento temporal (brow lift), a suspensão por fios e o levantamento endoscópico frontal.
Se a ptose do supercílio não for corrigida, a remoção de pele da pálpebra superior pode 'puxar' a sobrancelha ainda mais para baixo, reduzindo a distância entre os cílios e o supercílio, o que é esteticamente indesejado.
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