CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
A positividade do teste com instilação de colírio de fenilefrina favorece a indicação de qual das cirurgias abaixo?
Teste da fenilefrina (+) → Ressecção do músculo de Müller (via conjuntival).
A fenilefrina estimula o músculo de Müller (inervação simpática). Se a pálpebra elevar após o colírio, a função do Müller está preservada, indicando sua ressecção como técnica eficaz.
A ptose palpebral pode ter diversas etiologias, sendo a involucional (aponeurótica) a mais comum. O teste da fenilefrina é uma ferramenta diagnóstica e preditiva essencial na avaliação pré-operatória. A fenilefrina, como agonista alfa-adrenérgico, mimetiza a ação do sistema simpático sobre o músculo de Müller. Se a instilação resultar em uma elevação satisfatória da pálpebra, confirma-se que o encurtamento do complexo Müller-conjuntiva será suficiente para corrigir o defeito. Este teste ajuda a evitar cirurgias mais complexas de reinserção ou ressecção do músculo levantador da pálpebra superior (MLPS) em casos selecionados.
O teste avalia a resposta contrátil do músculo de Müller, um músculo liso de inervação simpática localizado na pálpebra superior. Ele é fundamental para determinar se a ptose pode ser corrigida por técnicas que encurtam este músculo especificamente, sem mexer no músculo levantador da pálpebra superior.
O teste é positivo quando ocorre a elevação da margem palpebral superior para uma posição esteticamente aceitável ou simétrica à pálpebra contralateral após alguns minutos da instilação do colírio de fenilefrina a 2,5% ou 10%.
A conduta clássica é a ressecção do músculo de Müller por via conjuntival (procedimento de Putterman ou Fasanella-Servat), que é menos invasiva que a exploração do músculo levantador e oferece resultados previsíveis em ptoses leves a moderadas.
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